YouTube remove fake news sobre câncer e atualiza suas políticas de saúde

Medida segue diretrizes da plataforma para combater desinformações sobre saúde e reflete ações tomadas contra notícias falsas sobre vacinas e Covid-19

Felipe Freitas
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YouTube anuncia mudanças no combate à desinformação e força-tarefa contra notícias falsas tratamentos de câncer (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O YouTube divulgou nesta terça-feira (15) que está removendo vídeos que promovem tratamentos “ineficazes ou prejudiciais” (aspas da empresa) para curar câncer. A plataforma revelou que está ampliando as suas políticas de uso e diretrizes para “atacar” de modo mais eficientes informações falsas e que suas ações se atualizem acompanhando a evolução da medicina.

Na publicação em seu blog oficial, o YouTube comenta sobre os aprendizados dos últimos anos em como lidar com conteúdos “desinformativos”. A plataforma cita o Covid-19 como um dos exemplos que a levou a melhorar a política de informação sobre saúde.

Porém, a empresa não explicita que a pandemia foi o principal fator a levar as redes sociais a serem mais firmes com a moderação de conteúdo falso — em relação à assuntos de saúde.

YouTube será mais firme contra desinformação na área da saúde

O YouTube promete uma atuação mais firme contra vídeos que promovem tratamentos que podem prejudicar pessoas. A base das políticas da plataforma para remover esses conteúdos desinformativos será as diretrizes de órgãos de saúde. Em seu blog, o YouTube aponta que seguirá políticas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de autoridades locais.

A escolha por incluir autoridades locais é um acerto do Google. Afinal, cada país possui seus próprios órgãos reguladores, agências de saúde e ministérios, que terão maior conhecimento sobre riscos de saúde.

Por exemplo, um surto de malária em alguma região do Brasil terá como principal fonte de informação os órgãos brasileiros. Assim, nessa situação hipotética, o YouTube levaria em conta, além de informações da OMS, o que for divulgado pelo ministério da saúde do Brasil, Anvisa e outras autoridades pública, como uma secretaria estadual ou municipal.

Anvisa (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
YouTube levará em conta informações publicadas por autoridades locais, como a Anvisa, para avaliar conteúdos de saúde (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Para deixar as suas políticas mais eficientes, o YouTube informa que dividiu o tema de desinformação para área de saúde em três áreas: desinformação de prevenção, de tratamento e negacionismo.

O primeiro trata de vídeos que vão contra o que as autoridades de saúde instruem sobre prevenção, transmissão e segurança e eficácia de vacinas. Sobre tratamento, o YouTube removerá conteúdos que contrariem as autoridades e promovam práticas ou substâncias prejudiciais prometendo a cura de doenças.

No caso anterior, o YouTube cita como exemplos de informação falsa a mentira de que cloreto de césio trata câncer e trocar radioterapia por cápsulas de vitamina C.

Em negacionismo, a plataforma explica que essa política visa combater vídeos que neguem a existência de determinadas doenças e de mortes por elas.

YouTube amplia ação para remover fake news sobre câncer

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YouTube realizará uma “força-tarefa” para remover conteúdos falsos sobre tratamentos de câncer (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No texto, a plataforma dedica uma parte para explicar que fará uma “força-tarefa” contra conteúdos falsos relacionados ao tratamento e cura do câncer — uma doença que afeta o psicológico dos pacientes e de seus familiares.

O câncer é uma doença muito pesquisada e que a comunidade científica possui um “consenso estável” sobre tratamentos seguros. Ainda assim, dado a sua complexidade e agressividade em alguns casos, é um assunto que pode gerar desinformação ao acertar pessoas fragilizadas pela gravidade do diagnóstico.

Enquanto remove conteúdos falsos de um lado, o YouTube publicou uma playlist sobre câncer na qual estão vídeos produzidos por autoridades de saúde. A plataforma também colaborará com a Mayo Clinic, um dos principais hospitais dos Estados Unidos, para a criação de vídeos informativos sobre diferentes tipos de câncer.

Mesmo que não esteja explícito no texto, essa estratégia do YouTube busca atender os pacientes de câncer e seus parentes que querem conhecer mais sobre o diagnóstico da doença.

Bem, o dinheiro do aumento dos preços das assinaturas do YouTube Premium pelo menos está ajudando em uma ótima causa.

Com informações: The Verge

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Felipe Freitas

Felipe Freitas

Repórter

Felipe Freitas é jornalista graduado pela UFSC, interessado em tecnologia e suas aplicações para um mundo melhor. Na cobertura tech desde 2021 e micreiro desde 1998, quando seu pai trouxe um PC para casa pela primeira vez. Passou pelo Adrenaline/Mundo Conectado. Participou da confecção de reviews de smartphones e outros aparelhos.

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