Se você já teve a oportunidade de testar um smartphone da Xiaomi, talvez tenha notado que o aparelho não possui ranhura para microSD. Não é mero acaso: a companhia decidiu não dar suporte a cartões de memória em boa parte de seus dispositivos. Em entrevista ao Engadget, o vice-presidente da Xiaomi Hugo Barra explicou o porquê.

Para muita gente, o espaço para armazenamento de dados dos smartphones é insuficiente. A maioria dos modelos oferece até 8 GB de capacidade, mas, não raramente, metade desse total já está ocupada pelo sistema operacional e aplicativos instalados de fábrica. Para esses casos, a salvação está nos cartões microSD.

Hugo Barra

Hugo Barra

Mas, no entendimento de Hugo Barra, cartões de memória podem comprometer a experiência de uso do dispositivo móvel. Cartões microSD “são incrivelmente propensos a falhas e diversas formas de mau funcionamento”, explica.

“Cartões microSD são incrivelmente propensos a falhas e diversas formas de mau funcionamento”

Há também a questão da qualidade: muitos cartões disponíveis no mercado são falsos. “Você acha que está comprando um cartão Kingston ou SanDisk, mas não está. Essas unidades têm qualidade extremamente ruim, são lentas e, às vezes, simplesmente param de funcionar. (…) Aí a pessoa culpa o celular, culpa o fabricante”, completa Barra.

Para o executivo, os cartões de memória devem perder espaço nos smartphones gradualmente. Esse cenário já é a realidade de muitos aparelhos topo de linha. Moto X e Galaxy S6 são exemplos de modelos mais sofisticados que não suportam microSD. O mesmo acontece na Xiaomi. Segundo Barra, “você não deve esperar slot para microSD em qualquer um dos nossos flagships”.

Hugo Barra também aponta para outra tendência: o fim dos smartphones com bateria removível. Há cada vez menos demanda por baterias de reposição. Um dos motivos é o fato de as unidades externas de recarga estarem ganhando popularidade. Além disso, quando uma bateria começa a apresentar perda significativa de autonomia, muita gente vê aí um sinal para trocar de smartphone.

Xiaomi Mi 4i

Xiaomi Mi 4i

A entrevista com Hugo Barra foi feita em um evento em Hong Kong, mercado que acaba de receber o Xiaomi Mi 4i, um smartphone de 5 polegadas, chip Snapdragon 615, 2 GB de RAM, 16 GB para armazenamento de dados e, veja só, sem suporte a microSD e bateria removível.

Mas, de acordo com o Engadget, o executivo não ficou muito tempo por lá porque está ocupado com um assunto que nos interessa bastante: a chegada da Xiaomi ao Brasil. Barra deu a entender que, se tudo der certo, a prometida estreia da companhia por aqui deve acontecer nas próximas semanas. Fica a torcida.

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Marlon Oliveira

certo digamos que vc esqueça de salvar os dados importantes nas nuvens ai do nada o celular entra em loop infinito após atualização do sistema via oota o que acontece vc se fode n tava no cartão de memória kkkkkkk bom essa e minha opinião tem que ter cartão de memória

luis augusto
todos queriam imitar a sansung, mas todos tiveram que recolocar esse suporte a cartão.
Marcos Gallago
Ainda precisamos de muito espaço de armazenamento interno em um Smartphone enquanto for obrigatório a instalação de apps nessa área. Temos de considerar que o cache nem sempre é conveniente de se apagar e com o passar do tempo o espaço livre vai diminuir. A questão é, até quando poderemos usar nossos dispositivos sem ficar com preocupações constante de falta de espaço, isso deveria demorar um bocado de tempo pra acontecer. Atualmente 32 Gb de espaço total sem formatação vai nos deixar com uns 18 Gb de espaço livre depois de instalar os apps e atualiza-los. Se não houver slot pra cartão microSD o problema só vai piorar quando socarmos videos e fotos nesse mesmo lugar. Por isso meus caros, se não pensarmos em modelos de 64 Gb ou mais, essa discussão não irá acabar.
Marcos Gallago
Eu percebo que estão desprezando o uso desse dispositivo em celulares. O sistema Android já se divorcia dele quando "evita" que os desenvolvedores baixem e instale seus aplicativos em cartões de memória. Fabricantes sugerem o uso da bandeja hibrida, ou seja: 2 sim Card ou 1 sim Card e 1 micro SD. Somando tudo isso com a limitação que muitos fabricantes impõem na possibilidade de formatação interna que valoriza o investimento em um cartão pra usar de forma mais eficiente, do que apenas pra guardar fotos e vídeos se deixado no formato padrão. Pra completar a "morte" dos cartões em celulares, ainda não entendo como podem comercializar modelos com 8 ou 16Gb de armazenamento interno se mesmo para os padrões atuais 32 Gb se mostra necessário e não um luxo. Se querem mesmo enterrar esse pequenino ser, que apresentem modelos de Smartfones com 64, 128 e 256 Gb logo, e parem com essa miguelagem de memória ou cobrar os tubos por uns giga a mais!
Marlon Mattos
Celular da Xiaomi tem no mínimo 64 gb
Marco Mugnatto
Disse tudo. Hora de procurar outra marca. Discordo quanto a cartão SD, e discordo mais ainda quanto a bateria. Eles estão é pregando obsolecencia programada, FDPs
Salomão Cardoso
Esqueceram de avisar na matéria que a tendência está no espaço em nuvem assim como a apple vem fazendo com iCloud. Vou dar um exemplo: tenho um iphone de 8gb, isso realmente é muito pouco, porém a partir do momento que eu quiser expandir basta eu fazer assinatura de mais 50gb extras por $0,99, (R$4,00), esse valor por mês é o preço de um salgado na padaria do lado de casa e bem mais barato que comprar cartão de memória SD quando se pensa em investimento mensal. Isso resolve problemas com armazenamento de fotos, musicas, aplicativos e atulizações de software. Você tem a sensação que comprou um aparelho de 68gb hahaha, recomendo!
Bruno B.

mitou agora hahahaha

Bruno Valente
mitou agora hahahaha
Jedielson Almeida
Tenho dois micro sd aqui danificados. Inclusive um Kingston original de 32Gb
Pereira

Em nível de empresas sim, é nivelar por baixo. É preferível que tenha 3 usuários reclamando que não tem entrada pra microsd do que 10 reclamando que o celular tem um desempenho ruim.

Não me leve a mal, por mim é indiferente ter ou não, tenho um celular com 16GB e ainda tem uns 3GB livres, é meu perfil. No meu caso se tivesse entrada pra cartão eu não usaria e estaria tudo certo.

Em nível de usuário seria melhor que todos tivessem entrada pra cartão, pois quem não quisesse não utilizava. Mas infelizmente as empresas tem receio dos usuários médios e preferem evitar esse ruído.

Não tem certo ou errado na história. Tem pontos de vista.

Rodrigo
Em nível de empresas sim, é nivelar por baixo. É preferível que tenha 3 usuários reclamando que não tem entrada pra microsd do que 10 reclamando que o celular tem um desempenho ruim. Não me leve a mal, por mim é indiferente ter ou não, tenho um celular com 16GB e ainda tem uns 3GB livres, é meu perfil. No meu caso se tivesse entrada pra cartão eu não usaria e estaria tudo certo. Em nível de usuário seria melhor que todos tivessem entrada pra cartão, pois quem não quisesse não utilizava. Mas infelizmente as empresas tem receio dos usuários médios e preferem evitar esse ruído. Não tem certo ou errado na história. Tem pontos de vista.
SPO
Mas eu que sei qual cartão comprar não tenho essa liberdade porque o outro não sabe? Então o negócio é nivelar por baixo? Eu fico espantado com as respostas que aparecem aqui.O cara quer ser do contra e escreve qualquer bobagem. Então acham que o exemplo da Apple é o melhor? Vamos todos seguir aquela política de impedir que o usuário tenha liberdade? Então para que comprar um Android? É melhor comprar um Apple. Não quero saber desses novos iDroids. Se for assim, terei que ficar com meu S5 por muito tempo, até a capacidade dos aparelhos ultrapassar os 256 G.
Vitor Mikaelson
Sim. Até para fotos é lento :/
Vitor Mikaelson
Tem este ponto também, mas eu já coloquei outros apps como UC Browser, MixRadio, etc e roda de boa.
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