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Android Go é uma versão otimizada para smartphones com 1 GB de RAM ou menos

Esse programa do Google é diferente do Android One e hoje em dia se chama Android Go (Oreo Edition)

Paulo Higa Por

O Google anunciou nesta quarta-feira (17) o Android Go, uma versão do sistema operacional móvel otimizada para aparelhos de baixo custo, com 1 GB de RAM ou menos. Ele conta com aplicativos que ocupam menos espaço na memória e gastam menos dados móveis, além de ser equipado com uma versão da Play Store que destaca softwares mais econômicos.

Segundo o Google, o Android Go é baseado na versão mais recente do Android, mas traz mudanças no kernel que o permite funcionar até em aparelhos com 512 MB de RAM. Também há recursos específicos para usuários de mercados emergentes: o gerenciador de dados móveis, por exemplo, permitirá acompanhar mais facilmente o consumo de 3G e o tempo restante até o próximo ciclo.

Os aplicativos do próprio Google são otimizados no Android Go, caso do YouTube Go, que permite fazer download de vídeos pelo Wi-Fi para assistí-los offline posteriormente, sem gastar sua franquia de internet móvel. Além disso, o Chrome Data Saver, recurso que já economiza 750 TB de dados por dia, possui mais destaque na interface do navegador e será ativado por padrão.

Em smartphones com Android Go, a Play Store terá uma categoria em destaque batizada de “Otimizados para o seu dispositivo” para mostrar aplicativos voltados para smartphones mais simples, como o Facebook Lite, o Messenger Lite e o Skype Lite. Esses aplicativos, além de ocuparem menos espaço (a versão Lite do Facebook tem apenas 1,3 MB), gastam menos processamento e internet.

Com o lançamento oficial do Android Go (Oreo Edition), agora existe uma lista de aplicativos que são otimizados para dispositivos mais baratos. Além disso, essa versão se difere do Android One porque é, de fato, feita para celulares de baixo custo, enquanto o Android One hoje acaba servindo para colocar uma versão pura do sistema em celulares já existentes.

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Álvaro Antônio Framil

Eu concordo Trovalds, eu tinha um Lumia e gostava muito dele, só usava pra Facebook, Whasts, e Instagram mesmo, 1 GB de ram, e achava o máximo, infelizmente me roubaram, porem ganhei um novo de aniversário e pra mim a configuração já tava muito alta, quad core, 1 GB de memoria, etc, com duas cameras boas, flash etc, agora me diz, pra que vou querer um aparelho fodão? Sinceramente não sei...

Trovalds
Bom, vou considerar que você não leu meu comentário atentamente. Volte lá e leia novamente. E, complementando: o problema do Oracle pegando no pé do Google com o JAVA não vai se limitar somente à empresa. Isso também vai alcançar os desenvolvedores uma hora ou outra. Não é questão de se e sim de quando os fabricantes vão começar a adotar o novo SO, idem aos desenvolvedores. Ou alguma empresa que tem participação no desenvolvimento do Android (o Google é quem capitaneia o consórcio, não é dona sozinha) vai querer encarar a treta que a Oracle tá querendo?
Maico Andrade
Sim, sempre tem update, usei no dia a dia sem problemas.
Tori
eles fizeram isso no passado com o Android ONE: você só poderá fazer o one se tiver X de RAM, X de processador e android puro sem nenhuma customização para que haja possibilidades de a Google controlar as atualizações. nenhuma empresa se interessou nesse conceito.
Johnny Walker

O núcleo do Linux hoje é modular, então esta de não ser para móvel não tem tanto problema assim, pois muita coisa pode ser desligada para acomodar qualquer coisa no kernel.

Quanto ao novo SO Fuchsia, ainda é um embrião, pode demorar anos até chegar a ser um produto final, pois um kernel e um SO não nascem do dia para a noite. Depois disto, são alguns anos até ter maturidade, coisa que pode levar até uma década, isto se os fabricantes adotarem, pois alguns têm verdadeira ojeriza a custos e o que fogem do básico e que pode além disso, gerar risco. Mesmo sendo um produto by Google, não significa que os fabricantes vão adotar.

Johnny Walker Junior
O núcleo do Linux hoje é modular, então esta de não ser para móvel não tem tanto problema assim, pois muita coisa pode ser desligada para acomodar qualquer coisa no kernel. Quanto ao novo SO Fuchsia, ainda é um embrião, pode demorar anos até chegar a ser um produto final, pois um kernel e um SO não nascem do dia para a noite. Depois disto, são alguns anos até ter maturidade, coisa que pode levar até uma década, isto se os fabricantes adotarem, pois alguns têm verdadeira ojeriza a custos e o que fogem do básico e que pode além disso, gerar risco. Mesmo sendo um produto by Google, não significa que os fabricantes vão adotar.
Johnny Walker

O kernel Linux jamais atrapalhou o Android, tanto que o kernel do IOs e Mac OS são de um BSD, ou seja, Linux. O Android tem um pouco menos de performance é por causa que seus aplicativos rodam numa máquina virtual, ou seja uma VM java otimizada, A Dalvik para quem não conhece. Esta VM não tem nada haver com a VM do java da hoje Oracle, pois ela é muito diferente da mesma, pois foi otimizada para aparelhos com pouco processamento e uso de bateria, além de somente implementar a api do java, mas internamente ser totalmente diferente, tanto em funcionamento quento em código.

Por favor pessoal, não misturem alhos com bugalhos. Kernel Linux é uma coisa, VM é outra. E outra, o Linux e seu kernel são utilizados nos mais diversos produtos que ninguém nem imagina, sejam roteadores, setup boxes, modens adsls, smarttvs, raspberry pi, smartphones, super computadores, kits multimidia de carros, em produtos eletrônicos embarcados em geral, além de de ser utilizado pela área científica em missão crítica e afins, etc. e etc.
Ah, mas aí vem um e diz: "Mas o Linux não embarcou no Desktop". E daí, o Linux tem um leque tão amplo de utilização hoje, que isto se tornou irrelevante. Se não fosse ele, não teríamos tantos produtos legais que existem hoje e que utilizam justamente o kernel Linux.

Johnny Walker Junior
O kernel Linux jamais atrapalhou o Android, tanto que o kernel do IOs e Mac OS são de um BSD, ou seja, Linux. O Android tem um pouco menos de performance é por causa que seus aplicativos rodam numa máquina virtual, ou seja uma VM java otimizada, A Dalvik para quem não conhece. Esta VM não tem nada haver com a VM do java da hoje Oracle, pois ela é muito diferente da mesma, pois foi otimizada para aparelhos com pouco processamento e uso de bateria, além de somente implementar a api do java, mas internamente ser totalmente diferente, tanto em funcionamento quento em código. Por favor pessoal, não misturem alhos com bugalhos. Kernel Linux é uma coisa, VM é outra. E outra, o Linux e seu kernel são utilizados nos mais diversos produtos que ninguém nem imagina, sejam roteadores, setup boxes, modens adsls, smarttvs, raspberry pi, smartphones, super computadores, kits multimidia de carros, em produtos eletrônicos embarcados em geral, além de de ser utilizado pela área científica em missão crítica e afins, etc. e etc. Ah, mas aí vem um e diz: "Mas o Linux não embarcou no Desktop". E daí, o Linux tem um leque tão amplo de utilização hoje, que isto se tornou irrelevante. Se não fosse ele, não teríamos tantos produtos legais que existem hoje e que utilizam justamente o kernel Linux.
Adriano Garcez
Dá para usar a LineageOS de boas? Vi que só tem versões nightly.
Adriano Garcez
Meu Moto G tem 1GB e é bem usável, só não é rápido.
7csP9tkb

Ué, jurava que o salário mínimo era 937,00.

E já temos smarts com 2GB ram por 620,00 (LG X Power, pesquisa rápida no google...)

Cidopina
Ué, jurava que o salário mínimo era 937,00. E já temos smarts com 2GB ram por 620,00 (LG X Power, pesquisa rápida no google...)
Marcus Pessoa
O que você chama de smart básico com 2 gigas custa uns 800 reais, se não me engano. Pra muitas pessoas isso é um valor impraticável de pagar por um telefone. É mais que um salário mínimo.
leandrw
Nope, tanto que a base de apps lite já existe
Trovalds
O Google tem que trabalhar muito em cima do kernel pra tirar todos os excessos e ainda por cima tornar viável ser operável como um SO móvel. Apesar do kernel linux ser multiplataforma ele não foi concebido para dispositivos móveis. Fora que o Google não tem controle sobre os rumos que a Linux Kernel Organization toma. De certa forma eles ficam amarrados a um terceiro e apesar de trabalharem ativamente no desenvolvimento não podem ditar rumos. Daí entra o Fuchsia, que é baseado no LK (ou Little Kernel), que é algo pensado para dispositivos extremamente simples. Inclusive tem matéria aqui no TB a respeito.
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