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Netflix compra Millarworld para crescer em conteúdo original

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18 semanas atrás
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A essa altura, o mundo todo já sabe que a Netflix está trabalhando fortemente em conteúdo próprio para manter a sua hegemonia diante da concorrência. Se, para sustentar essa estratégia, a companhia tiver que fazer aquisições, ela o fará. É o que podemos entender do movimento mais recente: a Netflix acaba de comprar a editora Millarworld.

Kick-Ass

Dois detalhes chamam atenção no negócio. O primeiro é o fato de essa ser a primeira aquisição da Netflix — pelo menos a primeira da que se tem notícia. O segundo é a decisão da companhia de comprar uma editora em vez de uma produtora ou um estúdio de vídeos.

Mas, se olharmos com mais cuidado, faz sentido. A Millarworld é uma editora especializada em quadrinhos. Com a aquisição, a Netflix vai poder lançar filmes e séries com base nas criações originais da editora, a exemplo do que vem sendo feito nos últimos anos graças à parceria com a Marvel.

Quais são as criações? De imediato a gente lembra que a Millarworld está por trás de franquias como Kingsman e Kick-Ass. Estas, porém, não devem chegar tão cedo ao catálogo de títulos originais do serviço por já fazerem parte de acordos com estúdios de Hollywood.

Mas ninguém menos que Mark Millar — criador da Millarworld e autor de obras como WantedCivil War — deu pistas sobre as primeiras obras a fazerem parte do acervo da Netflix:

“Nós estamos voando para Los Angeles para definir os próximos passos e vocês saberão sobre cada detalhe fascinante que eu puder compartilhar. Jupiter’s Legacy e Reborn foram concluídos nas últimas semanas e vou revelá-los em algum momento até o final do ano (…), vocês saberão mais sobre eles em breve.”

Nenhuma das partes informou o valor do negócio — seria interessante saber porque a Netflix ainda não é uma empresa que opera no azul. De todo modo, o Recode estima que os valores envolvidos são inferiores aos US$ 300 milhões por ano que a Netflix paga à Disney por licenciamento.

  • Wellington Gabriel de Borba

    Podia colocar mais conteúdo brasileiro e acabar com o monopólio da Globo e as cafonices das Record?

    • Ligeiro

      Como dizem, esta e a graça do “capitalismo”, do “liberalismo” e do “livre mercado”:

      – Você pode escolher o conteúdo que quiser! Só escolher! Use o controle remoto, o teclado do pc ou os dedos na tela! Opções não faltam!

      – Produções brasileiras tem um monte por aí, mas vai da cultura individual (muitas vezes já enviesada com a cultura de outros lugares graças a justamente a importação de “enlatados”) criar mercado para que venham novas produções brasileiras “de qualidade”, ou seja, que agrade este mercado ávido por algo, ou talvez o próprio mercado rever o que tem nas mãos para apreciar e se dar o valor.

      – Globo está aí porque pessoas como você assistiram Dragon Ball, Zillion, Tartarugas Ninja, X-Men, etc… enlatados, enlatados, enlatados :v . Ou viam (e não admitem) Caça Talentos, Malhação e outros :p. Se eles produzem (ou trazem), é porque tem audiência.

      Record só está no ar porque bem… você sabe… e nem falo mais nada…

      – Monopólios existem porque pessoas perseguem monopólios. Aí volte ao primeiro tópico: escolha o que lhe agrade, saía do que considera monopólio, e seja feliz. 🙂

    • Renan

      Acho mais provável que a Netflix faça parcerias com emissoras brasileiras ao invés de disputar espaço com elas. Elas possuem muito conteúdo que poderia ser usado para entender melhor o que o público brasileiro quer consumir.

  • Caramba, aquisição interessante!! Além de dar um boost incrível no conteúdo original, não precisará pagar o licenciamento das IPs dessa empresa, e ainda de quebra está diversificando sua área de atuação (já que a empresa é uma editora). Tem tudo pra trazer bons resultados financeiros isso aí. Vamos ver se isso se confirma.

  • O “BURRO” !!!

    Legal,bom,perfeito,mas… invistam em filmes de sucesso,antigos e novos.Só chega título fraco.Adoro filmes de terror e ficção cientifica,mas acontece que a Netflix é muito pobre de títulos desses gêneros.

    • Renan Araújo

      É que o foco da Netflix não é bem esse. O negócio é conteúdo original