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Quem quer ser a nova CEO do Uber? Pelo visto, ninguém

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2 anos atrás

Faz quase dois meses que o Uber opera sem CEO. Em junho, depois de se envolver em polêmicas e dirigir uma empresa em sua pior fase, Travis Kalanick cedeu à pressão dos investidores e decidiu renunciar ao cargo. Desde então, a startup de US$ 69 bilhões procura executivas para comandá-la (e tentar renovar a imagem da companhia). Mas ninguém parece disposta a aceitar o cargo.

De acordo com o Washington Post, a busca por mulheres para ocupar o posto de CEO resultou em três finalistas… todos homens. “A diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, era a escolha do conselho, mas não quis o emprego. Nem Susan Wojcicki, chefe do YouTube. A diretora geral da General Motors, Mary Barra, e a CEO da EasyJet, Carolyn McCall, foram contatadas, mas não responderam”, diz o jornal.

As recusas fazem todo o sentido: uma das maiores polêmicas do Uber foram os relatos de assédio na empresa, que começaram com a denúncia da engenheira de software Susan Fowler. Ela diz que um gerente a abordava constantemente com a intenção de ter relações sexuais, procurou o RH diversas vezes, mas não obteve apoio. Após o assunto surgir na mídia, o Uber iniciou uma investigação e demitiu pelo menos 20 funcionários.

Leia mais: Tudo o que deu errado no Uber em apenas seis meses

Com as negativas, o Uber passou a procurar homens para comandar a empresa, segundo o jornal. Eles não tiveram seus nomes revelados, com exceção de Jeffrey Immelt, que aparece entre os principais candidatos. Immelt foi CEO da General Electric durante 16 anos e cedeu seu cargo em 1º de agosto. Ele continua como presidente do conselho de administração da GE até o final do ano, quando pretende se aposentar.

Travis Kalanick

Mas quem também pode voltar a controlar o Uber, olha só, é Travis Kalanick. O The Information diz que o ex-CEO perguntou recentemente para alguns colegas se eles o apoiariam em uma possível disputa com os investidores. No entanto, o cofundador Garrett Camp logo se pronunciou, negando que Kalanick voltaria a ser CEO e que era hora de “um líder certo para nossa nova fase de crescimento”.

E o inferno astral da empresa pode não acabar tão cedo: a SoftBank, grupo japonês que é um dos maiores investidores da startup, revelou por meio do CEO Masayoshi Son que já considera apostar as fichas tanto no Uber quanto no principal rival, o Lyft. Ela investe em concorrentes no mundo, como Didi (China), Ola (Índia) e 99 (América Latina), mas ainda não havia injetado dinheiro em uma alternativa na América do Norte.

Aguarde os próximos capítulos.

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