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Inventor do USB explica por que o conector tradicional não é reversível

Na década de 1990, criar um conector USB conversível aumentaria custos de implementação

Emerson Alecrim Por

Quem nunca perdeu preciosos segundos da vida tentando acertar o lado certo da porta USB que atire o primeiro mouse. A "culpa" é de Ajay Bhatt, um dos projetistas responsáveis pelo conector. Em entrevista à NPR, ele lamentou os aborrecimentos que as portas USB tradicionais causam, mas também explicou que há uma boa razão para isso.

USB tipo A (imagem: Pexels)

Nos anos 1990, Bhatt liderou a equipe da Intel responsável pela criação do USB. Eles tiveram grande êxito nesse projeto, afinal, conseguiram fazer a tecnologia ser amplamente adotada pela indústria e, ao mesmo tempo, facilitar a vida do usuário com um padrão de conexão compatível com uma enormidade de dispositivos.

O único problema é que o conector tradicional (USB tipo A) frequentemente testa a paciência: você tenta encaixá-lo de um lado, mas não consegue; aí tenta do outro lado e, bom, às vezes falha de novo, mesmo que só existam um lado certo e um errado. Não é não é à toa que o USB sempre rendeu bons memes:

Bhatt sabia da falta de reversibilidade desde o começo, mas diz que essa limitação foi inevitável: na época, fazer um conector reversível exigiria elevar a quantidade de circuitos e fios dos conectores, o que levaria a um aumento considerável de custos.

A equipe cogitou implementar um conector redondo, mas também havia chances de problemas aqui. Um exemplo vem dos antigos conectores PS/2 para teclado e mouse. Eles tinham formato circular, mas muita gente entortava os pinos por não encaixá-los na posição correta.

USB-C (imagem: Pixabay)

Como você deve saber, a resposta para a limitação do USB só surgiu em 2014, com a apresentação do USB-C, conector que, além de compacto, é reversível. Mas essa é uma solução para o longo prazo: o USB tipo A é tão difundido que está longe de ser abandonado pela indústria.

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