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Samsung desiste de fabricar celulares na China

O principal motivo: os custos de mão de obra têm aumentado consideravelmente na China

Emerson Alecrim Por
03/10/2019 às 12h25

Para ter smartphones competitivos nos preços, fabricantes devem produzir esses aparelhos na China, certo? Não necessariamente: hoje, algumas empresas estão dando prioridade a países como Tailândia e Índia. É o caso da Samsung que, recentemente, decidiu encerrar por completo a produção dos seus celulares em território chinês.

Samsung Galaxy Note 10+

Trata-se de um movimento que começou há pouco tempo. No final de 2018, a Samsung encerrou as operações de uma fábrica que mantinha em Tianjin e, em meados deste ano, paralisou parte da produção de uma fábrica em Huizhou, sul da China. Agora, esta última unidade fechou as portas de vez.

Com a decisão mais recente, a Samsung está abandonando a produção de smartphones que mantinha em território chinês. O motivo? Os custos de mão de obra têm aumentado na China de tal forma que o país vem se tornando menos atraente para grandes corporações.

Além disso, a concorrência acirrada com marcas chinesas (como Xiaomi, Huawei e OnePlus) fez a participação da Samsung no mercado chinês de smartphones despencar de 15% em 2013 para um 1% nos dias atuais.

Outro fator que pode ter influenciado na decisão da Samsung é a tensão comercial entre Estados Unidos e China: determinados produtos fabricados no país asiático podem sofrer tarifação adicional ao chegarem em território americano.

Fábrica da Samsung em Huizhou

Fábrica da Samsung em Huizhou

Esses fatores não pesam só contra a Samsung. Prova disso é que, recentemente, a Sony decidiu fechar a fábrica que mantinha em Pequim e, desde então, vem produzindo smartphones na Tailândia.

No caso da Samsung, a companhia irá produzir smartphones principalmente nas fábricas que possui na Índia e Vietnã. Equipamentos usados nas linhas de produção chinesas chegaram a ser transferidos para essas unidades.

Isso não significa que a Samsung está desistindo de comercializar smartphones na China, pelo menos não por enquanto. Embora a companhia não tenha expectativas de aumentar a sua participação nesse mercado, as vendas no país serão mantidas. Só não ficou claro se isso valerá até o término do estoque local ou se os celulares da marca serão importados.

Com informações: Reuters, GSMArena.

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