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Correios: clientes do Compra Fora importaram R$ 1,6 milhão dos EUA em 2019

Compra Fora é serviço de redirecionamento dos Correios que permite comprar nos EUA com endereço local e entrega no Brasil

Felipe Ventura Por

Os Correios divulgaram algumas estatísticas sobre o Compra Fora, serviço de redirecionamento que permite comprar nos EUA com endereço local e entrega no Brasil. Desde seu lançamento em janeiro de 2019, ele movimentou mais de R$ 1,6 milhão em importações — e esse valor deve aumentar com a Black Friday.

Correios e Sedex

O Compra Fora tem 35 mil usuários cadastrados e foi lançado pelos Correios em parceria com a Visa. Ele concorre com serviços como Shipito, Box4World, Envios Diretos, Fishisfast e UsCloser.

O diferencial do Compra Fora, segundos os Correios, é cuidar de todos os trâmites: a empresa preenche a declaração aduaneira para a Receita Federal, faz o pagamento do imposto de importação e, claro, cobra a taxa de R$ 15 de despacho postal.

Além disso, é possível fazer compras em vários sites e pedir que as mercadorias sejam enviadas juntas. Essa junção é paga, e o custo é informado antes de confirmar o pedido. Os Correios dizem que isso pode reduzir o valor do frete em até 50%.

Correios Compra Fora tem calculadora de importação

Correios Compra Fora

Valor estimado de um laptop da Razer pelo Compra Fora Correios

O serviço oferece uma calculadora — acesse aqui — que simula os custos totais de importação, incluindo frete nos EUA e no Brasil, taxa de manuseio, seguro, embalagem e despacho postal.

Você pode escolher entre entrega padrão, que tem prazo médio de 7 dias úteis; ou entrega expressa em até 4 dias úteis. O endereço dos EUA é um armazém na Flórida, onde pacotes podem ser isentos ou ter desconto no imposto sobre compras dos EUA (sales tax).

Desde setembro, o Compra Fora exige que o cliente envie a nota fiscal (invoice) imediatamente após a realização da compra; antes, nem era necessário avisar os Correios.

A estatal lidera a importação de remessas internacionais: ela processa em torno de 300 mil objetos importados por dia, e esse volume pode crescer em 40% no final do ano. O governo iniciou os estudos para a privatização da empresa; rumores dizem que Amazon e Alibaba estão interessadas.