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24% das queixas da Black Friday ainda não foram resolvidas

Reclame Aqui teve 121 mil queixas sobre Black Friday 2019; Americanas (marketplace) e Carrefour estão entre lojas mais reclamadas

Felipe Ventura Por

A Black Friday foi realizada no final do ano passado, mas muita gente ainda não recebeu os produtos: segundo o Reclame Aqui, 24% das queixas envolvendo o período promocional não haviam sido resolvidas até 31 de janeiro de 2020. No total, foram mais de 121 mil reclamações, aumento de quase 25% em relação ao ano anterior.

O monitoramento do Reclame Aqui encontrou 121.359 queixas sobre a Black Friday 2019, 24,7% a mais do que na edição de 2018. Os usuários podiam sinalizar se o problema era relacionado ou não ao período promocional.

As principais queixas foram atraso na entrega, propaganda enganosa e estorno do valor pago. E entre os itens mais reclamados, temos celulares e serviços de entrega. Do total de reclamações, 76,3% foram resolvidas, enquanto 23,7% permanecem em aberto.

O marketplace da Americanas.com lidera o ranking das lojas mais reclamadas, seguido do Carrefour, Casas Bahia, Netshoes e Magazine Luiza. O marketplace do Submarino e do Shoptime também aparecem no top 10; as duas empresas fazem parte da B2W, assim como a Americanas.

A Black Friday "é um ciclo de 60 dias", diz Mauricio Vargas, CEO do Reclame Aqui, em comunicado. "Fica o alerta para a próxima edição: é importante pesquisar sempre a reputação das marcas e as experiências de outros consumidores para evitar cair em golpes e não correr o risco de não receber a compra."

Duas lojas não-oficiais da Xiaomi desapareceram após a Black Friday: uma delas é a Mi Store Brasil, que diz ter encerrado as atividades "por forças maiores". A outra é a Xiaomi BRZ, acusada de dar calote de R$ 5,5 milhões em uma plataforma de comércio eletrônico. Ambas deram baixa em seus respectivos CNPJs na Receita Federal.

Black Friday: principais problemas e lojas mais reclamadas

Abaixo, seguem os rankings dos principais problemas e itens mais reclamados entre as 11h do dia 27/11/2019 e 23h59 do dia 31/01/2020:

Principais problemas:

  • Atraso na entrega: 49,62%
  • Propaganda enganosa: 7,31%
  • Estorno do valor pago: 5,44%
  • Troca/Devolução de produto: 3,75%

Produtos mais reclamados:

  • Celular: 8,67%
  • Serviços de entrega: 6,36%
  • TV: 5,23%
  • Tênis: 4,9%
  • Geladeira/Refrigerador: 4,25%

Lojas mais reclamadas:

  • Americanas Marketplace: 8.947 reclamações
  • Carrefour (online): 6.073
  • Casas Bahia (online): 3.632
  • Netshoes: 3.545
  • Magazine Luiza (online): 3.423
  • Americanas (online): 2.804
  • Kabum: 2.205
  • Shoptime Marketplace: 1.859
  • Submarino Marketplace: 1.742
  • Ame Digital: 1.671
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Higo Ferreira

Para enriquecer a discussão: o marketplace da Americanas é algo pavoroso. Há uma quantidade infinita de picaretas vendendo lá. A impressão que eu tenho é que comprar no Mercado Livre é bem mais seguro do que com eles. O último produto que eu quis comprar lá (ainda bem que não o fiz) foi uma assinatura anual do Office 365 de um vendedor cujos comentários de clientes insatisfeitos diziam que não era enviado uma serial key para ativação, e sim uma folha de papel A4 contendo instruções e uma conta compartilhada (email e senha) com a assinatura ativa. Já vi também um Windows 10 professional onde o vendedor enviava um programa para ativação com instruções para desativar o antivírus da máquina (famoso crack). Um terror :rofl:

@ksio89

Marketplace só se for do Mercado Livre, em que ao menos o comprador pode tirar dúvidas com o vendedor, e tem o suporte da plataforma. E olhe lá, pois ainda há o velho problema de produto que não acompanha a nota fiscal.

Já marketplace de lojas tradicionais eu fujo, muita loja de fundo de quintal vendendo produto falsificado, oriundo de roubo de carga ou sem nota fiscal. A B2W e Via Varejo viraram uma verdadeira feira livre, não possuem critério algum na hora de aceitar as lojas que vão vender em suas plataformas.

E como é uma minoria que aciona a Justiça em caso de problemas, o custo judicial acaba sendo baixo.

Eu

Esse tipo de coisa acontece em sites como o Kingsoftware, que tava fazendo propaganda no Vida do Programador e bem mais de TRÊS meses depois do @ProgramadorReal (Twitter) ser alertado, continua lá… (Nesse site tem até licensa vitalicia do suite Adobe 2019… coisa que a adobe não vende desde 2013…)

Tem de ficar atento com esses sites que vendem licensas super baratas.

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