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Moeda digital da China passa a ser aceita em compras online

Rival da Alibaba, JD.com anunciou que vai aceitar yuan digital de sorteados em sorteio do Banco Popular da China

Victor Hugo SilvaPor

A moeda digital da China segue em expansão e, agora, também é aceita em compras pela internet. A JD.com, gigante do comércio e rival da Alibaba, se tornou a primeira plataforma de comércio eletrônico a aceitar o yuan digital. A empresa vai permitir que ele seja usado nas compras de alguns produtos com a sua marca.

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Por enquanto, a opção de pagamento será oferecida para um grupo de sortudos na cidade de Suzhou. O governo municipal fará um sorteio com uma premiação total de 20 milhões de yuans (R$ 15 milhões) na versão digital. O valor será dividido em prêmios de 200 yuans para 100 mil pessoas, que terão a opção de gastar a quantia na JD.com.

A empresa afirmou que, no futuro, também pretende aceitar o yuan digital em cerca de 10 mil lojas físicas de sua rede, incluindo unidades de eletrodomésticos e de conveniência. A opção de pagamento com yuan digital será oferecida após parceria firmada em setembro entre a JD Digits, braço de serviços financeiros da JD.com, e o Banco Popular da China, equivalente ao Banco Central.

China aposta em sorteios de moeda digital

Este não é o primeiro sorteio do yuan digital promovido pelo governo chinês. Em outubro, o Banco Popular da China distribuiu 10 milhões de yuans na versão digital para serem usados no comércio do distrito de Luohu, em Shenzhen.

Ao todo, 50 mil pessoas foram premiadas com 200 yuans cada. O valor poderia ser usado por meio do aplicativo da moeda digital em mais de 3 mil estabelecimentos, incluindo de farmácias e supermercados locais até unidades do Walmart.

A estratégia dos sorteios para estimular o uso da moeda digital parece estar dando certo. Em outubro, o governo chinês afirmou que o sistema havia sido usado em 3 milhões de transações que totalizaram 1,1 bilhão de yuans. Em novembro, os números subiram para 4 milhões de transações com valor total de 2 bilhões de yuans.

Com informações: Reuters, Engadget.

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Helliton Soares Mesquita (@Helliton_Soares_Mesq)

O Brasil também de certa forma aposta em distribuição de dinheiro para incentivar meios digitais. Aliás com o custo de 90 bilhões por ano, o fim da moeda física daria para o governo distribuir e colocar 100% da população em bancos.

Tiago Celestino (@tcelestino)

Enquanto existem brasileiros que nem sabe o que é celular, acho dificil acabar com moeda física

² (@centauro)

Eu me pergunto qual o nível de controle que o governo vai ter sobre essa moeda e a estrutura relacionada (carteira, gateway, etc).

Porque se o governo puder, por exemplo, transferir o dinheiro de uma carteira para outra de maneira arbitrária, ou mesmo congelar a carteira de qualquer um a qualquer momento, a possibilidade deles usarem como forma de estrangulamento contra dissidentes é gigante.

Claro, com o sistema bancário atual já é possível fazer isso, mas você ainda tem intermediários, já que bancos geralmente são entes independentes do governo. Agora, se as carteiras para uma moeda nacional digital forem mantidas pelo governo, a coisa muda um pouco de história.

E se a adoção for grande o suficiente a ponto de o papel moeda cair em desuso e sua produção diminuir drasticamente, você pode criar um cenário onde praticamente retira a possibilidade das pessoas não fazerem parte desse sistema digitalizado de pagamento, facilitando ainda mais o processo de estrangulamento.

É, ainda tem coisa pra se pensar sobre isso que vai além da tecnologia e da praticidade.

Helliton Soares Mesquita (@Helliton_Soares_Mesq)

Ai receberiam cartão. Só pensar que os brasileiros mais pobres, já usam cartão para o Bolsa Família e grande parte já tem cadastro no Auxilio Emergêncial.