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Facebook agora diz que pode se beneficiar de mudança de privacidade do iOS

Mudança do iOS 14, que dá mais controle ao usuário sobre coleta de dados, pode favorecer Facebook, afirma Mark Zuckerberg

Bruno Gall De Blasi Por

O atrito entre o Facebook e a Apple devido ao novo recurso de privacidade do iOS 14 ganhou um novo episódio. Nesta quinta-feira (18), o CEO Mark Zuckerberg afirmou que a rede social pode colher bons frutos com a alteração no sistema, que passará a exigir que os aplicativos solicitem permissão do usuário antes de rastrear informações.

Site do Facebook no iPhone (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)

Site do Facebook no iPhone (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)

A nova declaração do executivo traz uma visão mais otimista sobre a situação, segundo à emissora americana CNBC, em relação às declarações anteriores da empresa. Em uma sala do Clubhouse, o CEO do Facebook disse que a rede social estará em uma “boa posição” com as alterações do iOS previstas para entrar em vigor neste ano.

“É possível que possamos estar em uma posição mais forte se as mudanças da Apple encorajarem mais empresas a realizar mais comércio em nossas plataformas, tornando mais difícil para eles usarem seus dados para encontrar os clientes que gostariam de usar seus produtos fora de nossas plataformas”, explicou Mark Zuckerberg.

iOS 14 no iPhone (Imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

iOS 14 no iPhone (Imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

Facebook critica mudança de privacidade do iOS 14

O pronunciamento ocorre após quase um ano desde que a rede social se posicionou contra o novo recurso de privacidade do iOS. Em julho de 2020, o diretor financeiro da rede social, David Wehner, relatou ao mesmo canal americano que a atualização do sistema operacional pode causar um impacto negativo em anúncios. Segundo o Facebook em agosto, a mudança poderia derrubar o faturamento em mais de 50%.

A resposta da Apple veio em novembro de 2020, após adiar o lançamento do recurso para 2021. Naquela época, a fabricante do iPhone criticou a rede social por coleta excessiva de dados. A companhia ainda afirmou que “o rastreamento pode ser invasivo, até assustador e, na maioria das vezes, ocorre sem a conscientização ou o consentimento significativo do usuário”.

No começo do ano, o Facebook chegou a ceder para evitar um possível bloqueio na App Store e se antecipou à Apple ao começar a solicitar permissão aos usuários para rastrear dados em fevereiro. Mas isto não significa que a situação se acalmou: no mesmo mês, a rede social criou uma campanha contra a fabricante do iPhone que critica indiretamente a nova função de privacidade do iOS 14.

Com informações: CNBC

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