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iPhones e Androids terão 7 anos de atualizações se depender da Alemanha

Proposta da Alemanha à União Europeia visa aumentar a disponibilidade de correções de segurança para prolongar a vida útil de celulares

Bruno Gall De Blasi Por

Os celulares recebem atualizações de segurança periodicamente. Atualmente, algumas fabricantes disponibilizam as melhorias por quatro anos ou mais, como é o caso da Apple e da Samsung. Mas a Alemanha quer que as correções sejam liberadas pelas companhias por sete anos para prolongar o tempo de vida útil dos smartphones.

Atualização de software em Samung Galaxy (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Alemanha quer que atualizações de segurança para celulares sejam liberadas por sete anos (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

A proposta em discussão na União Europeia visa estender a duração dos telefones. Isto seria possível com a disponibilidade de correções de segurança e o fornecimento de peças de reposição por um período maior. Se aprovada, a nova regra ajudaria a reduzir a emissão de lixo eletrônico, já que os consumidores poderiam manter seus aparelhos em mãos por mais tempo, sem precisar trocá-los por falta de suporte.

Segundo a revista C’t, a Alemanha quer que as empresas ofereçam atualizações de segurança por sete anos. O governo alemão também propõe que as peças de reposição sejam disponibilizadas pelo mesmo período de tempo e por um “preço razoável” aos consumidores. Já a União Europeia deseja aplicar um prazo de cinco anos.

Apple libera iOS 14.5 para iPhone (Imagem: Bruno Gall De Blasi/Tecnoblog)
Atualização para o iOS 14.5 no iPhone (Imagem: Bruno Gall De Blasi/Tecnoblog)

Grupo DigitalEurope propõe três anos de correções

As propostas da Comissão Europeia e do governo alemão, por outro lado, não seguem o mesmo desejo da indústria. Isto porque o DigitalEurope, que tem empresas como Apple, Google e Samsung em sua lista de membros, quer que o requisito de correções de segurança seja de três anos para correções de segurança, em vez de cinco ou mais. O grupo também defende limitar a exigência das peças de reposição à tela e bateria.

Ainda que não seja a realidade de todas, algumas empresas oferecem atualizações por um longo período de tempo atualmente. É o caso da Apple que vai levar o iOS 15 ao iPhone 6S, celular lançado há seis anos quando o sistema chegar à versão final. A Samsung também disponibiliza três anos de updates do Android a alguns modelos e quatro anos de correções de segurança aos seus celulares e tablets.

Espera-se que as novas regras entrem em vigor em 2023 caso sejam aprovadas.

Com informações: Android Police, C’t Magazine e Engadget

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Juliano Machado Olivetti (@Juliano_Machado_Oliv)

Entendo eu que as empresas deveria se antecipar e oferecer tela e bateria, e os 05 anos como padrão de segurança, já evitaria talvez a Lei alemã e talvez outras ainda mais rígidas que vem aí pela frente.

Sérgio (@trovalds)

Apple já oferece 5 anos de upgrades e todas as correções de segurança decorrentes. Então colocar mais 2 anos na conta não é exatamente difícil. Agora pro lado do Android… como é fabricante quem determina a longevidade dos seus produtos…

Luis Carllos (@XxxStrangeManxxX)

“O grupo também defende limitar a exigência das peças de reposição à tela e bateria.”

E são essas peças que fazem muitos aparelhos novos (ou fora da garantia) irem para o lixo.

Eu (@Keaton)

Agora imagina o seguinte: vamos pegar a Samsung como exemplo… eles lançam 600 modelos por hora. Imagina ao final dos 7 anos a catastrofe que vai ser.

Eu discordo parcialmente. Não dá para ser completamente livre, deve se ter alguns padrões e não abusar tanto da obsolencia planejada/programada. Além de se ter regras de segurança e saúde… se não ficaria absurdo o número de produtos ruins sem garantia e etc… (lembra, garantia é forçada pelo governo)