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Windows 11: recursos, compatibilidade e tudo sobre o lançamento da Microsoft

Tudo o que você precisa saber sobre o Windows 11: principais recursos, mudanças visuais, requisitos mínimos e mais

Emerson Alecrim Por
Notebook com Windows 11 (imagem: divulgação/Microsoft)
Notebook com Windows 11 (imagem: divulgação/Microsoft)

Anunciado em junho de 2021, o Windows 11 foi liberado ao público em 4 de outubro, um dia antes do previsto, com a missão de tirar do Windows 10 o posto de principal sistema operacional da Microsoft. Mas não pense que as mudanças se limitam a aspecto visuais. Novos recursos também foram preparados pela companhia. Os principais você confere nas próximas linhas.

Mudanças na interface (novo visual)

Essa é a mudança que todo mundo observa primeiro. O design do Windows 11 é mais moderno em relação ao visual do Windows 10. Na nova versão do sistema operacional, os cantos das janelas ficaram levemente arredondados, os ícones foram renovados e pequenas animações tentam tornar a experiência de uso mais agradável.

De modo geral, a interface do Windows 11 segue as diretrizes do Fluent Design, padrão que a Microsoft apresentou em 2017 para orientar o visual de seus softwares.

O Fluent Design é combinado com o Mica, elemento dinâmico que permite aos aplicativos assumirem um fundo com efeito semitransparente ou opaco. Os efeitos do Mica podem ser notados no Edge ou no Explorador de Arquivos, por exemplo.

Explorador de arquivos com efeito Mica (imagem: divulgação/Microsoft)
Explorador de arquivos com efeito Mica na barra superior (imagem: divulgação/Microsoft)

Barra de tarefas e Menu Iniciar renovados

Talvez a mudança mais impactante esteja no novo Menu Iniciar. No Windows 11, o recurso pode ser alinhado à esquerda ou centralizado, ganhou um ícone mais moderno e é exibido em um “balão” (janela flutuante).

Além disso, o Menu Iniciar também pode ter um fundo opaco ou semitransparente e deixa de exibir os blocos dinâmicos (Live Tiles). Por outro lado, arquivos abertos recentemente ou acessados com frequência ganham espaço ali. Atalhos para recursos essenciais, como área de configurações e botão para desligar, foram movidos para a parte inferior do menu.

Menu Iniciar e barra de tarefas do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)
Menu Iniciar e barra de tarefas do Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

A barra de tarefas acompanha essas mudanças. Ela também pode exibir ícones centralizados, conta com novas animações e efeitos de transição, faz ícones piscarem para chamar a atenção do usuário para algo importante e dá acesso rápido ao Assistente de Foco (desabilita notificações para momentos de concentração).

Em contrapartida, a barra de tarefas não pode ser fixada em outro ponto que não seja a parte inferior da tela, deixa de integrar a agenda ao calendário do sistema e não exibe mais as horas com segundos.

O retorno dos widgets

Introduzidos no Windows Vista, os widgets do sistema operacional foram descontinuados com a chegada do Windows 8. O Windows 11 traz o recurso de volta, mas de um jeito diferente: uma tela com widgets aparece quando o botão correspondente é acionado na barra de tarefas.

Há widgets para previsão do tempo, notícias, preços de ações, arquivos do Microsoft 365, agenda (daí a retirada dessa função do calendário do sistema), entre outros.

Área de widgets do Windows 11 (imagem: Rafael Rivera)
Área de widgets do Windows 11 (imagem: Rafael Rivera)

Layouts de Ajuste e Grupos de Ajuste

No Windows 11, a experiência de trabalhar com múltiplas janelas também foi aprimorada. Dois novos recursos contribuem para isso: Layouts de Ajuste (Snap Layouts) e Grupos de Ajuste (Snap Groups).

O primeiro fornece sugestões predefinidas de organização das janelas abertas. Por exemplo, você pode escolher um layout que exibe quatro janelas ao mesmo tempo ou outro que mostra três, sendo que uma ocupa metade da tela.

Já o segundo recurso segue a mesma lógica do Layouts de Ajuste, com a diferença de permitir que usuário crie grupos de aplicativos e defina um layout de janelas para cada um deles.

Snap Layouts do Windows 11 (imagem: divulgação/Microsoft)
Snap Layouts do Windows 11 (imagem: divulgação/Microsoft)

Nova Microsoft Store e apps de Android

A Microsoft Store foi reconstruída do zero para abrigar um número maior de aplicativos e conteúdo de mídia (como filmes e séries). Para isso, a companhia flexibilizou as regras da loja. Um exemplo: aplicativos de vários tipos podem ser publicados ali, como Win32, .NET, UWP, Java e Progressive Web Apps.

Além disso, a Microsoft adotou uma política que mantém 100% da receita gerada pelos aplicativos distribuídos por meio da loja com os desenvolvedores (enquanto App Store e Google Play Store ficam com até 30%).

Outra novidade importante: graças a uma parceria com a Amazon, a nova Microsoft Store vai permitir que o usuário instale aplicativos de Android no Windows 11. Esses apps só devem ser liberados a partir de 2022, no entanto.

Microsoft Store do Windows 11 terá apps de Android (imagem: divulgação/Microsoft)
Microsoft Store do Windows 11 terá apps de Android (imagem: divulgação/Microsoft)

Integração com Microsoft Teams

Skype? Que nada! O Windows 11 se integra ao Microsoft Teams para permitir que o usuário realize chamadas de voz e vídeo ou participe de chats. Conversas podem ser realizadas de modo individual ou em grupo, é claro. Além disso, a ferramenta tem integração com calendário e outras ferramentas.

Os demais recursos incluem sincronização com contatos do Outlook ou Skype, reações com emojis e opção de responder a uma mensagem diretamente no balão de notificação desta, por exemplo.

Microsoft Teams no Windows 11 (imagem: divulgação/Microsoft)
Microsoft Teams no Windows 11 (imagem: divulgação/Microsoft)

Auto HDR e DirectStorage para jogos

Se tem uma coisa que não falta no ecossistema do Windows são jogos, você sabe. No Windows 11, a Microsoft quer tornar a experiência com as jogatinas ainda mais interessante.

É por essa razão que o sistema operacional conta com o Auto HDR, recurso até então exclusivo do Xbox Series X / S que otimiza automaticamente parâmetros de cor e iluminação para deixar as imagens mais vívidas.

Outro recurso trazido dos consoles é o DirectStorage, que otimiza o desempenho ao permitir que a GPU tenha acesso rápido ao SSD do computador e, assim, diminua a carga de trabalho do processador.

O Windows 11 também conta com o Xbox Game Pass, que dá acesso a mais de 100 jogos para PCs.

Paint, Explorador de Arquivos e Fotos de cara nova

É difícil imaginar o Windows sem Paint. No Windows 11, o Paint não só foi mantido como está de cara nova. A interface da ferramenta condiz com o padrão visual do sistema operacional, ganhou um novo menu de escrita e vem até com modo escuro.

Não é só o Paint. Outras ferramentas nativas também tiveram o visual repaginado, a exemplo do Bloco de Notas e do Explorador de Arquivos — este último recebeu até um novo e mais compacto menu de contexto.

Editor de texto do Paint para Windows 11 (Imagem: Reprodução/Panos Panay/Twitter)
Editor de texto do Paint para Windows 11 (imagem: reprodução/Panos Panay/Twitter)

O aplicativo Fotos não foi deixado para trás. Além de incorporar o novo padrão visual do Windows 11, o software traz algumas mudanças funcionais, entre elas, exibição de coleções de imagens em “carrossel” e ícones de edição que flutuam sobre a foto (e não acima, como no Windows 10).

Taxa de atualização dinâmica (a bateria agradece)

Alguns smartphones recentes têm um recurso muito útil: Taxa de Atualização Dinâmica (DRR, na sigla em inglês) para a tela. Com essa funcionalidade, o aparelho pode fazer um jogo trabalhar com taxa de 120 Hz e diminuir essa frequência para 60 Hz durante o uso do navegador, por exemplo.

Pois bem, o Windows 11 também suporta DRR. O sistema operacional é capaz de ajustar esse parâmetro automaticamente com base nas tarefas em execução (desde que o equipamento tenha uma tela com suporte a taxa de atualização elevadas, é claro).

A atualização dinâmica é importante para poupar bateria. Quanto maior a taxa de atualização, mais confortável e fluída é a visualização do conteúdo pelo usuário. O problema é que taxas altas aumentam consideravelmente o consumo de energia, razão pela qual é prudente maneirar no uso desse recurso.

Acessibilidade aprimorada

De acordo com a Microsoft, o Windows 11 é a versão mais inclusiva do sistema operacional. Ferramentas como Lupa, Narrador, Legendas Ocultas e Reconhecimento de Fala do Windows foram melhoradas na nova versão.

Para pessoas que não enxergam, o Windows 11 traz um novo conjunto de esquemas de sons. Já para pessoas com sensibilidade à luz ou que passam muito tempo na frente do computador, há novos temas de alto contraste, bem como novos temas escuros.

Digitação por voz e suporte a ferramentas de leitura de tela de terceiros também fazem parte dos recursos de acessibilidade do Windows 11.

Recursos de acessibilidade do Windows 11 (imagem: divulgação/Microsoft)
Recursos de acessibilidade do Windows 11 (imagem: divulgação/Microsoft)

Desempenho otimizado

Não é incomum a nova versão de um software ser mais pesada que a anterior. Mas a Microsoft dá a entender que não vai ser assim com o Windows 11. Pelo contrário: o sistema operacional conta com uma série de aprimoramentos que melhoram o desempenho (pelo menos essa é a promessa).

Entre eles estão o gerenciamento de processos mais eficiente, a priorização de atividades executadas em primeiro plano (para evitar que tarefas em segundo plano ocupem muita memória RAM, por exemplo) e a comunicação melhorada entre software e hardware.

A Microsoft também garantiu que, apesar de mais sofisticado, o novo padrão visual não irá prejudicar o desempenho do Windows 11.

Requisitos para rodar o Windows 11

Infelizmente, o Windows 11 não poderá rodar em todos os computadores que, hoje, são compatíveis com o Windows 10. A nova versão tem um conjunto relativamente extenso de requisitos.

Para começar, o Windows 11 não é compatível com chips Intel e AMD lançados antes de 2017. Além disso, é necessário que o computador tenha um módulo de segurança do tipo TPM.

Na verdade, a Microsoft chegou a flexibilizar a exigência desses dois requisitos, o que, em tese, permite a instalação do sistema operacional em computadores antigos. No entanto, há o risco de essas máquinas ficarem sem atualizações de segurança.

As demais exigências mínimas incluem:

  • Processador de 1 GHz com dois núcleos de 64 bits;
  • 4 GB de RAM;
  • 64 GB de armazenamento;
  • Tela HD (720p) maior que 9 polegadas;
  • Chip gráfico compatível com DirectX 12 ou superior e com driver WDDM 2.0.

Saiba mais sobre os requisitos do Windows 11 aqui.

Notebook com Windows 11 (imagem: divulgação/Microsoft)
Notebook com Windows 11 (imagem: divulgação/Microsoft)

Como baixar o Windows 11?

A versão final do Windows 11 já está disponível para o público. O sistema é gratuito para quem possui o Windows 10, mas o computador sé receberá a atualização se atender aos requisitos mínimos estabelecidos pela Microsoft.

A instalação poderá ser feita via Windows Update — o próprio sistema operacional avisará que a atualização está disponível. Note, porém, que a liberação será gradativa, o que significa que nem todos os computadores elegíveis terão acesso a ela de imediato. A Microsoft explica o motivo:

A atualização será então implementada ao longo do tempo para dispositivos de mercado com base em modelos de inteligência que consideram a elegibilidade de hardware, métricas de confiabilidade, idade do dispositivo e outros fatores que impactam na experiência de atualização.

O plano da Microsoft é permitir que todos os computadores elegíveis tenham acesso ao Windows 11 até meados de 2022.

Ainda assim, é possível furar a fila e até instalar o sistema em PCs “antigos” — por sua própria conta e risco. Veja como nestes artigos:

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João Almeida (@Joao_Almeida)

Queria que mudassem o explorar até lá. Basicamente só tiraram a Ribbon e de resto tá essa coisa meio frankstein. Affff