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FlixBus chega ao Brasil para brigar com Buser em viagens de ônibus

Viagens da FlixBus começam em dezembro ligando São Paulo ao Rio de Janeiro e a Belo Horizonte; preços partem de R$ 19,99

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De origem alemã e presente em 37 países, a FlixBus iniciou as suas atividades no Brasil nesta quarta-feira (17). A plataforma segue um modelo de operação ligeiramente parecido com o da Buser e promete oferecer viagens de ônibus a preços mais convidativos que os de serviços tradicionais.

Ônibus da FlixBus (imagem: Facebook/FlixBus)
Ônibus da FlixBus (imagem: Facebook/FlixBus)

Na primeira fase, prevista para começar em 1º de dezembro, a FlixBus irá oferecer viagens entre as capitais São Paulo e Rio de Janeiro, além de São Paulo e Belo Horizonte.

Reservas para essas rotas já podem ser feitas no site ou nos aplicativos da FlixBus. Os preços partem de R$ 19,99, mas, como oferta de lançamento, a plataforma está oferecendo um cupom em sua página de promoções que dá desconto de 99% na viagem (limitado a 9.999 passagens).

Assim como a Buser, a FlixBus não atuará com ônibus próprios no Brasil. Para iniciar as suas atividades no país, a companhia fechou uma parceria com o Grupo Adamantina, que opera linhas regulares de ônibus rodoviários.

Entre as rotas atendidas pela Adamantina estão justamente São Paulo x Rio de Janeiro e São Paulo x Belo Horizonte, o que explica a possibilidade de os embarques e desembarques das viagens via FlixBus serem feitos dentro das rodoviárias dessas cidades — os ônibus da Buser saem de ou chegam em pontos de apoio.

A Adamantina irá fornecer e operar os ônibus, mas estes deverão exibir a pintura verde que caracteriza os veículos ligados à plataforma. Os ônibus terão ainda recursos de conforto e conveniência, como redes Wi-Fi, tomadas USB e ar condicionado, além de poltronas leito ou semileito.

Ao contrário da Buser, o usuário tem a opção de escolher o assento do ônibus na FlixBus, mas há uma cobrança de R$ 5 para isso na categoria semileito ou de R$ 20 na categoria leito. Se o viajante não quiser pagar esse valor, a plataforma escolherá o assento aleatoriamente.

Um detalhe curioso é que, pagando outra taxa de R$ 5 ou R$ 20 (de acordo com a categoria), o viajante poderá reservar a poltrona ao lado para evitar que ela seja ocupada. Assim, uma passagem que custa R$ 19,99, por exemplo, sairá por R$ 29,99 no preço final (R$ 19,99 da passagem + R$ 5 da escolha do assento + R$ 5 da reserva do lugar ao lado).

Ônibus da FlixBus em Berlim (imagem: divulgação/FlixBus)
Ônibus da FlixBus em Berlim (imagem: divulgação/FlixBus)

FlixBus não quer conflito com ônibus regulares

Em entrevista ao Diário do Transporte concedida em setembro, o diretor-geral da FlixBus no Brasil, Edson Bezerra Lopes, contou que a empresa planeja oferecer serviços apenas em parceria com empresas que operam rotas interestaduais autorizadas pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

Esse é um modelo de negócio bem diferente do operado pela Buser, que oferece viagens por meio de empresas de fretamento, o que explica os constantes atritos com órgãos reguladores e viações tradicionais.

Pelo menos inicialmente, a intenção da FlixBus é fechar acordos com empresas de ônibus de pequeno ou médio porte. Novas parcerias e rotas devem ser anunciadas em breve.

O objetivo da empresa é repetir no Brasil o sucesso que a plataforma registra na Europa. Por lá, a FlixBus atende a mais de 2.500 destinos e realiza mais de 400 mil conexões por dia.