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Fugindo dos impostos, Amazon encerra programa de afiliados na Califórnia

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A Amazon disparou um email que comunica o seguinte: desde a quarta-feira (30), seu programa de afiliados está encerrado para todos os revendedores baseados no estado da Califórnia. Loucura? Não, essa atitude da Amazon visa justamente fugir dos impostos, que serão aplicados também a compras pela internet.

Ainda na quarta-feira, a maior loja virtual do mundo havia comunicado seus parceiros do Amazon Associates Program que um novo imposto estava sob análise do governador do estado, Jerry Brown. Caso o imposto fosse aprovado, as compras feitas por meio da Amazon de revendedores locais teriam de ser taxadas. Horas depois, Brown ratificou a lei. E a companhia cancelou o programa de afiliados.

“Infelizmente, o governador Brown assinou a lei sobre a qual lhe enviamos mensagem hoje mais cedo. Como resultado disso, contratos com os residentes na Califórnia participantes do Amazon Associates Program estão encerrados efetivamente a partir de hoje, 29 de junho de 2011”, diz o email enviado pela Amazon.

O governo da Califórnia pretendia arrecadar cerca de US$ 1 bilhão a mais com o novo imposto. Com o fim do programa de afiliados da Amazon por lá, é provável que essa cifra diminua bastante — não esqueça, a companhia é a maior varejista online dos Estados Unidos e do mundo.

Centro de distribuição da Amazon

Esse tipo de discussão vira e mexe volta à agenda pública. Afinal, a atividade de comprar pela internet deve ser taxada em qual estado: o de origem do vendedor, o do destino do produto, ou o da sede a empresa que efetuou a venda? Ou em todos eles? Ou em nenhum? Em fevereiro desse ano, a Secretaria de Fazenda da Bahia determinou: o ICMS subiu para compras feitas pela internet.

O mais provável é que outras cidades, estados e países adotem taxas e impostos específicos para a internet. Para tristeza nossa, que sempre vimos na rede uma forma de fugir dessa cobrança absurda cá no Brasil — aparentemente, a Amazon pensa da mesma forma.

Com informações: The Next Web.