Televisão por assinatura do futuro estará livre dos caquéticos decodificadores

Operadoras americanas chegaram à conclusão durante um evento em Boston.

Lucas Braga
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Uma coisa é certa: as Smart TVs chegaram para ficar. Trazendo diversas facilidades para o controle remoto, as TVs inteligentes podem ser um passo importante para o futuro do serviço de TV por assinatura. As principais operadoras de cabo do mundo discutem o futuro da tecnologia no evento Cable 2012, que acontece em Boston. 

É necessário que as operadoras encontrem alternativas para concorrer com as TVs inteligentes. Hoje em dia, para um usuário que pouco assiste televisão, a programação da TV aberta e uma assinatura do Netflix, por exemplo, são suficientes. Os assinantes de TV por assinatura precisam lidar com dois controles remotos: o da TV e o do decodificador. Pensando nisso, as operadoras americanas apresentaram uma solução um pouco diferente do que conhecemos: uma Smart TV com um aplicativo da operadora. Simples demais.

Daqui um tempo, essa caixinha será subsituiído por um app na televisão

Hoje em dia, o acesso à TV paga é feito através de set-top-boxes, aparelhos utilizados há décadas, desde as transmissões analógicas. A ideia é sintonizar um canal no aparelho, que decodifica o sinal criptografado e transfere para o televisor. Os modelos foram avançando, principalmente com a chegada das transmissões em alta definição: com conectividade à internet, gravador, e tudo mais, os set-top-boxes ficaram mais inteligentes mas a experiência de assistir televisão continuou a mesma.

É certo que o futuro da TV será pela internet. Os serviços de IPTV são muito mais interessantes quando se compara com o cabo ou o satélite, e as operadoras americanas se preparam para essa convergência. A rede de cabos servirá, sumariamente, para o transporte do link de dados. A programação virá toda pela internet.

Seguindo a tendência, o CEO da Time Warner Cable, segunda maior operadora de TV por assinatura dos Estados Unidos, afirmou que o objetivo para o futuro da televisão paga é a disponibilidade em diversos dispositivos, como televisões, videogames e boxes (como o WD TV ou Apple TV). Ainda, o executivo brincou e afirmou que a Cisco e Motorola, principais fabricantes de set-top-boxes não iriam ficar felizes com a discussão.

Faz muito bem: a experiência de ter dois controles remotos é horrível. Alguns ainda se comunicam com a TV, como é o caso do controle da SKY, mas as limitações obrigam ao telespectador manter os dois controles no sofá. O chato é que isso ainda deve demorar a chegar até mesmo no mercado americano, mas fico feliz as operadoras finalmente aceitaram a ideia de que decodificadores são horríveis para o usuário final.

Vale lembrar que essa solução não é válida para a tecnologia DTH, que utiliza satélites. Nesse caso, o set-top-box continuará sendo essencial. Uma pena.

Com informações: Teletime

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