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Samsung é acusada novamente de inflar resultados de benchmarks, agora no Galaxy Note 3

Paulo Higa
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O Galaxy Note 3 começa a ser vendido esta semana nos EUA e os sites americanos já publicaram as primeiras análises sobre o phablet com tela de 5,7 polegadas da Samsung. Entre elogios à tela e ao acabamento e críticas ao TouchWiz e à bateria, o Ars Technica notou que a Samsung fez “otimizações” no aparelho para que o Galaxy Note 3 se saia melhor que a concorrência nos testes de desempenho.

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O Ars Technica afirma que a Samsung está turbinando artificialmente o modelo americano do Galaxy Note 3 ao usar um modo de alto desempenho que é ativado quando aplicativos populares de benchmarks estão sendo executados. Nesse modo, todos os núcleos do processador são forçados a trabalhar ininterruptamente e com o clock máximo de 2,3 GHz. A empresa já havia feito algo parecido no Galaxy S4, como notado pelo AnandTech.

Mas como eles descobriram isso? O Galaxy Note 3 possui um processador quad-core Snapdragon 800 de 2,3 GHz, exatamente o mesmo do LG G2, mas o aparelho da Samsung conseguia números bem maiores. No Geekbench, o Galaxy Note 3 conseguia 2.986 pontos, enquanto o LG G2 ficava com apenas 2.278 pontos – uma diferença muito grande para dois aparelhos com o mesmo SoC e mesma resolução de tela.

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Para burlar o “modo benchmark” do Galaxy Note 3, eles renomearam o aplicativo do Geekbench para Stealthbench e executaram os testes novamente. Os resultados foram 20% menores e ficaram mais próximos do LG G2, como esperado. Mas repare na imagem acima que, mesmo assim, o Galaxy Note 3 consegue se sair melhor que o concorrente, o que indica que a Samsung nem precisava usar esses artifícios para inflar os resultados.

O arquivo responsável por turbinar o processador do Galaxy Note 3 lista 25 aplicativos, todos de benchmarks: tem AnTuTu, Quadrant, GLBenchmark, Geekbench e NenaMark, além de possíveis aplicativos internos de testes da Samsung.

A Samsung ainda não se manifestou sobre o assunto. Quando a mesma história envolvia o Galaxy S4, que aumentava a frequência da GPU em determinados aplicativos de benchmarks, a Samsung afirmou que fazia o mesmo em aplicativos de tela cheia, como players de vídeo e galerias de imagens, para “fornecer uma experiência melhorada para o usuário”, não para manipular testes de desempenho.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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