A transição de gráficos nos novos MacBooks Pro

Thássius Veloso
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A Apple atualizou ontem a linha de computadores MacBook Pro para incluir processador de melhor desempenho nos equipamentos. Em vez do Core 2 Duo, que ainda é padrão nesse mercado, a empresa passa a usar os processadores Core i5 e Core i7, também produzidos pela Intel. No entanto, pouco foi explicado sobre uma das características mais interessantes dos novos notebooks: a transição automática da GPU integrada para a GPU dedicada.

“Os novos MacBooks Pro de 15 polegadas e de 17 polegadas apresentam processadores Intel Core i5 e Core i7 e a nova tecnologia de transição automática de gráficos da Apple, que altera de modo suave entre a poderosa Nvidia GeForce GT 330m e a GPU eficiente em energia Intel HD Graphics”, dizia o comunicado.

O desafio da Apple na construção dos novos MacBooks foi criar uma forma de transição da placa de vídeo integrada da Intel, que é bastante fraca, para a da GeForce da Nvidia, sem que o usuário perceba isso. Anteriormente, essa transição era feita por meio do painel de controle do Mac OS e dependia do reinício da sessão do usuário. Agora, tudo é feito de forma automazidada.

Para chegar a esse resultado, os programadores da Apple desenvolveram uma tecnologia única no mercado, que ataca duas frentes. Em primeiro lugar, o sistema checa quais programas são mais agressivos no uso da GPU por meio de informações baseadas no OpenGL, Core Graphics e Quartz Composer, entre outros componentes do Mac OS, que gerenciam gráficos. Dessa forma, o Leopardo das Neves sempre sabe quando o usuário está usando um simples editor de e-mail (Intel HD é mais do que suficiente) e quando ele quer editar uma imagem mais pesada no Photoshop (nesse caso, o recomendado é usar a GeForce).

O pulo do gato da Apple está na economia de bateria. A Nvidia tem o sistema de gerenciamento Nvidia Optimus, que mantêm a GPU integrada ligada mesmo quando a GeForce está em funcionamento. Já o da o da Apple faz diferente: somente uma GPU funciona de cada vez. Dessa forma, há menos consumo de energia, o que leva a menos consumo de bateria.

Esse pessoal de Cupertino é bastante esperto, não?

Com informações do Ars Technica.

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