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5 invenções tecnológicas que mudaram o mundo

O tempo passou e muitas invenções tecnológicas se tornaram indispensáveis nos dias de hoje; relembre a história e evolução de cinco delas

Wagner Pedro
Por
5 invenções tecnológicas que mudaram o mundo (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
5 invenções tecnológicas que mudaram o mundo (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

No dia a dia, usamos diversas tecnologias que, muitas vezes, nem damos conta do quanto são importantes para nós e para toda a sociedade. Ao longo dos anos, a indústria explorou diversas soluções para tornar produtos comuns, como celulares que só faziam ligações e enviavam SMS, em aparelhos modernos e elegantes. Abaixo, vou te mostrar cinco invenções tecnológicas que mudaram o mundo e que, de uma forma ou de outra, impactam nossa vida e até nossos relacionamentos pessoais.

5. Computadores pessoais

Modelos de computadores pessoais (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Modelos de computadores pessoais (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Os primeiros computadores pessoais do mundo surgiram na década de 70. Adivinha qual empresa foi pioneira nesse setor? Se você falou Apple, parabéns! A gigante de Cupertino (que não era “gigante” na época) apresentou o Apple I em 1976, totalmente montado a mão com um pequeno teclado. No entanto, ele ainda era muito limitado.

Um ano depois, a empresa oficializou o Apple II, considerado um dos primeiros computadores pessoas direcionados ao público geral, uma vez que vendeu mais de 6 milhões de unidades. A Apple ainda lançou o Lisa (1983) e Macintosh (1984), primeiros a utilizar mouse e interface gráfica com pastas, menus e área de trabalho.

Na minha infância, costumava usar um antigo computador que tinha na casa da minha avó para acessar a internet (que era discada) ou simplesmente brincar no Paint do Windows XP. A máquina era um verdadeiro “monstro” em tamanho, pois além de um monitor de tubo que ocupava quase o móvel inteiro, o gabinete dava um choque elétrico em algumas partes. Ainda assim, posso dizer que me divertia bastante.

Computador com Windows XP (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Emerson Alecrim, autor no Tecnoblog, também compartilhou sua experiência com PCs:

Emerson Alecrim, autor no Tecnoblog (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Nos meus primeiros contatos, via o PC somente como uma máquina de escrever moderna. Mas logo ficou claro que as possibilidades eram numerosas ali. Softwares dos mais diversos tipos, mesmo quando rudimentares, abriram espaço para atividades muito mais práticas do que aquelas realizadas com papel e caneta.

Nos primórdios, se comunicar por email ou por IRC (Internet Relay Chat) eram avanços expressivos se levarmos em conta que, até então, usávamos apenas telefones e cartas para isso. Hoje, executamos muitas dessas tarefas com mais conveniência no celular, mas o PC continua sendo mais prático para tantas outras.

A tecnologia evoluiu e os computadores também, podendo ser usados para trabalhos, estudos ou lazer, incluindo jogos com gráficos de última geração. Diversas fabricantes estão nesse mercado e disputam entre si para atrair mais clientes, seja oferecendo componentes de hardware ou notebooks compactos e elegantes.

Portanto, não há como negar que os computadores pessoais impactaram e mudaram a forma com que a sociedade vive, trabalha e se comunica.

4. Internet

Internet (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Internet (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Talvez a internet seja a invenção tecnológica que mais mudou o mundo. Sem ela, eu não poderia estar escrevendo esse artigo e você não poderia acessar o Tecnoblog para lê-lo, por exemplo. A rede mundial de computadores possibilitou a criação e descoberta de muitas coisas, não só no setor de tecnologia.

Construída em 1969, a ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network) foi a primeira rede de computadores. Ao contrário do que é hoje, ela não permitia acessar sites ou outros conteúdos online. Na verdade, o intuito era transmitir informações militares sigilosas e interligar os departamentos de pesquisa dos Estados Unidos.

Graças a ARPANET e outras redes, foi possível desenvolver essa tecnologia e alterar seu propósito inicial, possibilitando que uma grande massa tivesse acesso ao que hoje conhecemos como internet. Nos anos 2000, por exemplo, a conexão era estabelecida através de um número de telefone, a famosa internet discada que, por sinal, cheguei a usar bastante. Felizmente, já temos a banda larga, que garante um acesso rápido e sem interferências, especialmente em redes de fibra ótica.

Analisando todo o desenvolvimento, é possível concluir que a internet teve, tem e ainda terá um papel importante no mundo. Afinal, se pararmos para pensar, basicamente tudo gira em torno dela: comunicação à distância, plataformas de streaming, jogos online, serviços bancários, redes sociais e muito mais. Ou seja, essa tecnologia revolucionou cada setor da indústria, algo que refletiu (e reflete) positivamente na vida de bilhões de pessoas.

3. Streaming

Streaming (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Quem viveu nos anos 80, 90 e começo dos 2000, deve lembrar que assistir filmes não era uma tarefa muito fácil. Basicamente havia duas opções: ir ao próprio cinema ou alugar um título na locadora.

Escolhendo essa última opção, além de precisar ir ao local, você tinha um prazo para devolver a fita cassete e, se atrasasse a entrega ou não devolvesse rebobinada, o dono costumava aplicar uma espécie de multa.

Quando o assunto era ouvir música, as pessoas tinham que recorrer à mídia física (CD), seja usando um aparelho reprodutor, o saudoso Discman da Sony ou, no caso dos mais afortunados, a primeira versão do iPod, que chegou ao mercado em 2001. Claro, existiram outros meios, como os discos de vinil, mas aí estamos voltando demais.

Mesmo nas opções mais modernas, como o iPod, o usuário ainda tinha um certo trabalho, pois era preciso transferir as músicas do computador para o dispositivo ou, em versões mais novas, pagar para adquiri-las.

No entanto, graças aos serviços de streaming, podemos usufruir de milhares de filmes e séries diretamente do conforto do nosso lar. Por mais que seja preciso desembolsar algum valor, a comodidade e a possibilidade de ver quantas vezes quisermos um título já conta bastante. O mesmo vale para plataformas de músicas, que eliminaram a necessidade de comprar CDs, entregando um catálogo gigantesco de artistas e bandas ao toque de um botão.

Paula Alves, autora especialista em streamings no Tecnoblog, comentou:

Paula Alves, autora no Tecnoblog (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Assinei meu primeiro streaming em 2011 e, de lá para cá, o mercado evoluiu muito em termos de tecnologia, demanda e competitividade. É no mínimo curioso lembrar que tínhamos uma relação completamente diferente com essas mídias e o quanto era difícil manter em dia a série de que gostávamos, ouvir o álbum mais recente do nosso artista preferido ou simplesmente assistir em casa, durante o final de semana, algum filme que queríamos.

Os streamings não apenas facilitaram, mas também aqueceram o mercado de cultura e entretenimento, possibilitando mais acesso e “uma nova forma de se jogar o jogo”, sem acabar com outros serviços e espaços – como os cinemas, por exemplo.

O streaming também envolve jogos. Antigamente, um amigo só podia ver você jogando se fosse na sua casa. Nos dias de hoje, há diversas plataformas que permitem iniciar uma transmissão ao vivo em poucos minutos, seja no PC ou console. Assim, é possível mostrar às pessoas suas habilidades ou progresso em um game e, dependendo da popularidade, até lucrar com isso.

Essa tecnologia ainda trouxe a possibilidade de jogar títulos famosos diretamente na nuvem, sem precisar ter um console. Empresas como Microsoft e Nvidia, por exemplo, já entregam serviços onde você aluga uma máquina virtual para rodar jogos de última geração em celulares e computadores mais simples.

2. Redes sociais

Redes sociais (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Redes sociais (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Deixa eu te fazer uma pergunta: como seus pais se conheceram? Acredito que de uma forma bem diferente dos dias atuais, não é mesmo? Antes das redes sociais, para conhecermos novas pessoas, seja buscando um relacionamento sério ou apenas amizade, precisávamos frequentar lugares movimentados ou ter amigos em comum.

Quando algum vínculo era criado, você conseguia se comunicar de duas formas: chamadas de voz ou SMS. Normalmente, a primeira opção era a mais usada, pois celulares que enviavam mensagens nos anos 90 e 2000 custavam uma pequena “fortuna”. Por outro lado, as ligações podiam ser feita em qualquer orelhão ou telefone fixo, que apesar de não ser acessível, era mais comum.

Eu lembro dos meus pais contando algumas histórias sobre como a comunicação era difícil. Marcar uma saída após o expediente para se encontrar com minha mãe no shopping, por exemplo, necessitava de alguns passos, como pedir ao supervisor para fazer uma ligação com o telefone fixo para um orelhão próximo e, de certa forma, rezar para ela escutar e atender. Meu Deus, quanto trabalho!

Pessoa em um orelhão (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Ricardo Syozi, autor no Tecnoblog, comenta que sempre apreciou essas plataformas de comunicação:

Ricardo Syozi, autor no Tecnoblog (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Desde que me inscrevi no Orkut muitos anos atrás, criei uma paixão por redes sociais. A cada novidade que surgia, eu fazia o cadastro o mais rápido possível para experimentar. Sempre senti que isso era uma forma bacaninha de reconectar à pessoas que há muito não via, mas também servia para conhecer outros que tinham o mesmo gosto ou hobbies que eu.

Hoje em dia não me inscrevo em todas as novidades, mas ainda mantenho muitas contas ativas e sempre dou uma espiadinha para ver o que tá rolando. Essa tecnologia ajudou em muito na parte de convivência das pessoas, sem dúvida alguma.

As redes sociais mudaram (e facilitaram) a maneira com que nos comunicamos. Hoje, há diversos aplicativos que permitem enviar mensagens para amigos e familiares em questão de segundos. E não só isso, também podemos fazer chamadas de voz e vídeo gratuitamente para pessoas em qualquer lugar do mundo!

Além de melhorar a comunicação, essas plataformas ainda entregam ferramentas que agilizam o trabalho de empresas e criadores de conteúdo, podendo ser usadas para ganhar popularidade e gerar receita. Ou seja, as redes sociais eliminaram barreiras para proporcionar um acesso direito e claro a outras pessoas, facilitando a interação e trazendo até mesmo a possibilidade de serem uma ferramenta de trabalho.

1. Smartphones

Modelos de smartphones (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Modelos de smartphones (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Em 1947, o Bell Labs, empresa de pesquisa industrial da Nokia, criou os primeiros protótipos de celulares. Alguns anos depois, mais precisamente em 1955, Leonid Kupriyanovich, engenheiro da União Soviética, apresentou o primeiro celular funcional, que tinha um alcance de 1,5 quilômetros. Ele chegou a lançar uma versão aprimorada em 1961 com alcance de mais de 30 quilômetros.

No entanto, foi em 1973 que esses aparelhos começaram a ganhar fama. Em um projeto liderado por Martin Cooper, a Motorola apresentou e fez a primeira ligação de um telefone celular, o DynaTAC 8000. Esse modelo foi um marco na história da primeira geração de dispositivos 1G, sendo um dos principais responsáveis pelas evoluções que viriam a seguir.

Nos anos 90 e começo dos 2000, a Nokia conseguiu ser a principal fabricante de celulares, mas eles ainda eram limitados. Essa situação mudou com o passar do tempo, pois novos modelos chegaram ao mercado com diversos aprimoramentos e funções inteligentes, como reprodução de música, câmera e alta capacidade de armazenamento. O Nokia N95, por exemplo, foi um dos maiores sucessos da marca finlandesa.

A maioria das empresas lançava celulares com teclado físico, pois essa ideia fazia sucesso na época. No entanto, a Apple decidiu percorrer outro caminho e oficializou o iPhone em 2007. Considerado o primeiro smartphone moderno, esse dispositivo tinha apenas um botão físico, tela multitoque de 3,5 polegadas, câmera de dois megapixels e versões de até 16 GB.

Bruno Ignacio, autor no Tecnoblog, falou sobre sua convivência com celulares:

Bruno Ignacio, autor no Tecnoblog (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Tenho 25 anos e, desde minha infância, já existiam celulares. Na minha adolescência, o revolucionário aparelho de comunicação se tornou uma dor de cabeça para as escolas. Ainda em 2008, por exemplo, os SMS eram a forma mais incrível de se comunicar com os amigos (e de passar colas nas provas). Na época, até mesmo me permitia organizar grupos de estudo e permitia que eu e meus colegas se ajudassem em tarefas de casa.

Conforme a tecnologia avançou, os smartphones chegaram para quebrar ainda mais barreiras. Hoje, ele é minha principal ferramenta de trabalho. Pesquisas, notificações de notícias importantes e gerenciamento de e-mails, mensagens e redes sociais agora se concentram em um único aparelho. A conectividade 4G, por exemplo, é uma segurança ainda maior, que permite que eu siga trabalhando mesmo quando não há energia ou internet em casa ou no escritório.

Diversas fabricantes entraram no mercado mobile, apresentando smartphones com design diferente, como o Galaxy Z Flip 3, ou modelos mais simples voltados para o público menos exigente. Independentemente da opção escolhida, os consumidores podem levar para casa um aparelho capaz de se conectar à internet, reproduzir músicas em serviços de streaming, jogar nas horas vagas, tirar fotos e muito mais.

Portanto, é inegável que a invenção dos celulares e, posteriormente, dos smartphones, revolucionou a indústria como um todo. Afinal, além de serem usados para tarefas comuns do dia a dia, esses dispositivos ainda têm um papel importante em várias áreas, como no transporte via aplicativo e plataformas de delivery, por exemplo.

Há uma série de invenções que, de alguma forma, causaram um impacto nas nossas vidas — seria impossível listar todas em um único artigo. Por isso, conta para a gente nos comentários qual outra tecnologia, produto ou dispositivo foi responsável por uma (ou mais) revoluções no mundo.

Wagner Pedro

Autor

Wagner Pedro é um paraibano “arretado” apaixonado por smartphones e cobre tecnologia desde 2017. Autodidata desde a época dos PCs de tubo, internet discada e Windows XP, buscou conhecimento em pequenos cursos de Informática e uniu essa paixão ao jornalismo. Ainda sente falta do extinto Windows Phone.

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