Algoritmo detecta sinais de um derrame cerebral usando o Apple Watch

Felipe Ventura
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A Apple reposicionou seu relógio inteligente para pessoas que querem cuidar melhor da saúde. A empresa também tem a plataforma ResearchKit que coleta dados para uso em estudos médicos. O laboratório UCSF Health, da Universidade da Califórnia em San Francisco, uniu as duas ferramentas para criar um algoritmo que detecta sinais de um derrame cerebral.

No ano passado, o aplicativo Cardiogram iniciou uma pesquisa para descobrir se ele poderia detectar os sinais de um AVC (acidente vascular cerebral); um quarto deles são causados ​​por batimentos cardíacos irregulares.

O estudo atraiu 6.158 usuários do Apple Watch. A maioria apresentava batimentos cardíacos regulares, mas 200 deles tinham um subtipo de arritmia cardíaca chamada de fibrilação atrial. Ela afeta 2,5% da população mundial, ou cerca de 175 milhões de pessoas.

Engenheiros usaram os dados para ensinar um sistema de aprendizagem de máquina a distinguir pacientes com arritmia de pessoas com batimentos normais. Então, eles testaram o sistema em 51 pacientes, todos usando um Apple Watch e um dispositivo portátil de eletrocardiograma, e o algoritmo foi capaz de identificar a fibrilação atrial com 97% de precisão.

Dois terços dos AVCs podem ser prevenidos com medicamentos baratos, mas é difícil detectar quando uma pessoa vai sofrer um derrame. Por isso a pesquisa é promissora, e ela poderia ser expandida para outros wearables com sensor de batimentos cardíacos. A equipe do Cardiogram planeja ajustar o algoritmo e incorporá-lo a seu app.

Com informações: Cardiogram, Engadget.

Felipe Ventura

Felipe Ventura fez graduação em Economia pela FEA-USP, e trabalha com jornalismo desde 2009. Começou no TB em 2017 como editor de notícias, ajudando a cobrir os principais fatos de tecnologia, e hoje coordena um time de editores-assistentes e a rotina das editorias. Sua paixão pela comunicação começou em um estágio na editora Axel Springer na Alemanha. Foi repórter e editor-assistente no Gizmodo Brasil.

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