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Toshiba vende divisão de TVs para fabricante chinesa

Paulo Higa
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A Toshiba não anda bem: a empresa japonesa acumulou prejuízos bilionários, principalmente no setor de energia nuclear, o mais importante da companhia, depois de ter tomado multas pesadas por fazer manipulação contábil. Para estancar o sangramento, a Toshiba está vendendo seus ativos: a divisão de TVs foi comprada nesta terça-feira (14) pela chinesa Hisense.

A Hisense é desconhecida no Brasil, mas é a quarta maior fabricante de TVs do mundo (atrás das líderes Samsung, LG e TCL). Nos Estados Unidos, a empresa detém os direitos da marca Sharp para venda de TVs. Agora, os chineses estão comprando 95% da Toshiba Visual Solutions por 12,9 bilhões de ienes (o equivalente a R$ 369 milhões). Os japoneses continuarão com 5% de participação no negócio.

Segundo o Nikkei, a Toshiba produziu cerca de 700 mil televisores no último ano fiscal (que terminou em março de 2017). A divisão gerou o equivalente a R$ 1,25 bilhão em faturamento, mas deu prejuízo de R$ 176 milhões. Ela já foi uma das maiores fabricantes de TVs do mundo, competindo com a Sony, mas ambas perderam espaço para as coreanas e chinesas. No Brasil, a Semp Toshiba deu lugar à Semp TCL.

Toshiba - semicondutor

A liquidação na Toshiba anda em ritmo acelerado: em setembro, a empresa vendeu sua divisão de chips por US$ 18 bilhões para um consórcio formado por Apple, Dell, Kingston, Seagate e outras companhias de tecnologia. No ano passado, o negócio de linha branca da Toshiba foi vendido para a Midea, também chinesa.

A venda da divisão de TVs da Toshiba para a Hisense passará pela aprovação dos órgãos regulatórios e deverá ser concluída até fevereiro de 2018.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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