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Intel pede que usuários deixem de aplicar correção para Spectre por enquanto

Felipe Ventura
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O ano de 2018 começou com uma notícia embaraçosa: quase todos os processadores feitos nos últimos vinte anos são afetados por duas falhas de segurança, e elas só podem ser resolvidas com um redesign completo do chip.

O Meltdown e o Spectre podem ser mitigados via software, mas essa solução reduz o desempenho do processador — às vezes de forma perceptível. Outro problema: as correções estão cheias de bugs.

Foto por Ericsson/Flickr

Vamos recapitular a novela da Intel em quatro atos:

  • 05/01: Intel promete que, até 15 de janeiro, vai atualizar 90% dos processadores lançados nos últimos cinco anos;
  • 15/01: a correção da Intel para as falhas Meltdown e Spectre está dando tela azul em alguns computadores com chips Haswell e Broadwell;
  • 18/01: os bugs na correção da Intel também afetam as gerações Sandy Bridge, Ivy Bridge, Skylake e Kaby Lake;
  • 22/01: Intel pede aos usuários que não instalem mais o patch; ela está preparando uma nova versão.

A Intel diz que sua correção para o Spectre “pode causar mais reinicializações do que o esperado e outros comportamentos imprevisíveis”. Por isso, ela recomenda que fabricantes de PCs, provedores de serviços na nuvem, fornecedores de software (como a Microsoft) e usuários finais deixem de instalar esse patch.

A boa notícia é que a Intel identificou “a raiz do problema nas plataformas Broadwell e Haswell”, e já experimenta uma nova versão do patch com parceiros da indústria, a ser distribuída quando os testes estiverem concluídos.

A Intel divulgou vários benchmarks de seus processadores após a correção para as falhas Meltdown e Spectre. A queda de desempenho ficou entre 1% e 7% no PCMark 10; e ficou entre 5% e 10% no WebXPRT 2015, que mede o desempenho de webapps no navegador.

Com informações: Intel, The Verge.

Felipe Ventura

Editor-geral

Felipe Ventura fez graduação em Economia pela FEA-USP, e trabalha com jornalismo desde 2009. Começou no TB em 2017 como editor de notícias, ajudando a cobrir os principais fatos de tecnologia, e hoje coordena um time de editores-assistentes e a rotina das editorias. Sua paixão pela comunicação começou em um estágio na editora Axel Springer na Alemanha. Foi repórter e editor-assistente no Gizmodo Brasil.

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