iFood: nomes de restaurantes são alterados com ataques a políticos e vacina

Nomes de restaurantes foram modificados na noite desta terça-feira (2); iFood informa que não há indícios de vazamento de dados

Bruno Gall De Blasi
Por
Tela principal do iFood no iPhone (Imagem: Ronaldo Gogoni/Tecnoblog)

Restaurantes do iFood tiveram os seus nomes alterados indevidamente nesta terça-feira (2). À noite, usuários do serviço relataram que alguns estabelecimentos passaram a trazer menções contra a vacina e até mesmo ataques políticos. Em nota, a plataforma informou que não há indícios de vazamento de dados e que o incidente foi causado por meio da conta de um funcionário de uma empresa prestadora de serviços.

As informações sobre as trocas surgiram em redes sociais. Pelo Twitter, os relatos informavam que diversos restaurantes tiveram os seus nomes alterados, incluindo estabelecimentos de grandes redes. Para os usuários, inicialmente, o serviço havia sido hackeado. Mas a companhia negou uma possível invasão ao serviço logo em seguida.

Em sua maioria, os restaurantes ganharam nomes com mensagens de cunho político. Em um tweet, um usuário informou que, ao pesquisar por “Lula” (PT), a ferramenta exibia estabelecimentos intitulados como “Lula Ladrão”. Também houve ataques contra apoiadores do PT e à ex-vereadora Marielle Franco (PSOL), que foi morta a tiros em 2018 no Rio de Janeiro. 

As imagens ainda fazem menções ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), dessa vez em alusão a uma possível reeleição do político em 2022. Também há citações se opondo à vacinação, em referência aos imunizantes contra a COVID-19. Os relatos mostram até um restaurante que foi renomeado para “Prefiro Uber Eats”. 

Restaurantes do iFood têm nomes alterados com ataques à políticos e à vacina (Imagem: Reprodução/Twitter)
Restaurantes do iFood têm nomes alterados com ataques à políticos e à vacina (Imagem: Reprodução/Twitter)

O que diz o iFood?

O iFood se manifestou pelas redes sociais no mesmo dia. A plataforma reconheceu o incidente e afirmou que a situação atingiu cerca de 6% dos estabelecimentos. “Tomamos as medidas imediatas e necessárias para sanar o problema e proteger os dados de restaurantes, consumidores e entregadores”, disseram.

Os responsáveis pelo app explicaram que o incidente foi causado “por meio da conta de um funcionário de uma empresa prestadora de serviço de atendimento”. Neste caso, o perfil, que tinha permissão para ajustar o cadastro dos restaurantes, foi utilizado de forma indevida. “O acesso da prestadora de serviço foi imediatamente interrompido, e os nomes dos restaurantes já estão sendo restabelecidos”, afirmaram.

A plataforma ainda ressaltou que não encontrou indícios de vazamento de dados de clientes e entregadores. “Os dados de meios de pagamento não são armazenados nos bancos de dados do iFood, ficando gravados apenas nos dispositivos dos próprios usuários, não tendo havido comprometimento de dados de cartões de crédito”, explicaram.

Com informações: iFood (Instagram)

Receba mais notícias do Tecnoblog na sua caixa de entrada

* ao se inscrever você aceita a nossa política de privacidade
Newsletter
Bruno Gall De Blasi

Bruno Gall De Blasi

Repórter

Bruno Gall De Blasi é jornalista e cobre tecnologia desde 2016. Sua paixão pelo assunto começou ainda na infância, quando descobriu "acidentalmente" que "FORMAT C:" apagava tudo. Antes de seguir carreira em comunicação, fez Ensino Médio Técnico em Mecatrônica com o sonho de virar engenheiro. Entrou para o Tecnoblog em 2020 e também escreveu para o TechTudo e iHelpBR.

Relacionados