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Elon Musk recebe apoio na “Anatel dos EUA” para comprar Twitter

Indicado por Trump, Nathan Simington diz que FCC "não pode nem deve" se opor à proposta de Elon Musk e acusa redes sociais de "censura"

Giovanni Santa Rosa

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Elon Musk decidiu comprar o Twitter não por uma questão de negócios, aparentemente, mas sim por uma defesa da sua ideia de liberdade de expressão. E tem quem concorde com ele: ninguém menos que Nathan Simington, um dos membros do FCC, equivalente dos EUA à Anatel. O comissário manifestou seu apoio ao negócio.

Elon Musk aconselha tomar cuidado com investimentos em criptomoedas (Imagem: Steve Jurvetson/Flickr)
Elon Musk (Imagem: Steve Jurvetson/Flickr)

“O FCC não pode nem deve impedir a venda. Em vez disso, deveríamos aplaudir o sr. Musk por fazer alguma coisa em relação a um problema que o governo até agora não conseguiu resolver”, diz Simington em comunicado.

Ele é um dos dois membros republicanos do FCC — Brendan Carr é o outro. Geoffrey Starks e Jessica Rosenworcel, a presidente do órgão, são democratas. Rosenworcel, até o momento, não se manifestou sobre o negócio envolvendo o Twitter.

O texto de Simington vai além e diz que “órgãos de regulação antitruste deveriam receber bem esta compra”.

O comissário afirma que a liberdade e a escolha dos consumidores foram prejudicadas por práticas de moderação de conteúdo restritivas e com motivações políticas em todas as grandes plataformas de mídia social.

O membro do FCC também pediu que agências governamentais investiguem a “censura” nas redes e descartou preocupações em relação ao fato de Elon Musk ser dono do Twitter e da Starlink.

A comissão tem pouco a fazer a respeito do negócio — ela só regula compras envolvendo empresas que precisam da autorização do órgão para funcionar, o que não é o caso.

Comissário foi indicado por Trump

Se o discurso parece familiar para você, não é por acaso. Simington foi indicado para o FCC em 2020 pelo então presidente dos EUA, Donald Trump, que também é um crítico do que chama de censura nas redes sociais — ele foi banido das principais plataformas após a invasão ao Capitólio em janeiro de 2021.

Simington substituiu o também republicano Michael O’Rielly. O’Rielly teria irritado Trump ao se recusar a reinterpretar a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações.

O texto restringe a responsabilização legal das plataformas de mídia social pelos conteúdos que elas hospedam. Trump queria mudar isso para que elas pudessem ser processadas por decisões de moderação de conteúdo.

Com informações: Ars Technica.