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Receita Federal alerta sobre golpe da venda de produtos apreendidos

Criminosos oferecem produtos a preços muito baixos, mas não entregam itens; Receita esclarece que mercadorias retidas não são comercializadas

Giovanni Santa Rosa
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Você já deve ter visto propagandas na internet oferecendo produtos apreendidos pela Receita Federal. Os anúncios chamam a atenção pelos preços baixos para itens geralmente caros, como smartphones e computadores. Isso é golpe, e o próprio órgão está de olho na prática.

Receita Federal (Foto: Pillar Pedreira/Agência Senado)
Receita Federal (Foto: Pillar Pedreira/Agência Senado)

A Receita Federal divulgou um alerta sobre o assunto. Segundo a entidade, seu nome e de suas alfândegas têm sido usados em golpes de vendas a preços abaixo do mercado. Ela chama os responsáveis de “estelionatários”.

Nem ela nem as alfândegas comercializam qualquer tipo de mercadoria, explica a Receita. Itens apreendidos são doados, leiloados ou destruídos.

“Essas unidades são responsáveis por gerir e executar atividades de controle aduaneiro (…) e as relativas ao combate aos ilícitos tributários e aduaneiros”, comenta a nota divulgada.

Não é a primeira vez que a Receita vem a público alertar sobre golpes que usam seu nome. Em outros episódios, criminosos se passavam pelo órgão e falavam em empréstimosimpostos e regularização do CPF.

Receita leiloa produtos

Apesar de não comercializar no varejo os produtos apreendidos, a Receita Federal realiza leilões de mercadorias com alguma frequência, como cobrimos aqui no Tecnoblog.

Lote 296 é formado por iPhone, Apple Watch e celulares da Xiaomi (Imagem: Reprodução/Receita Federal)
Lote de leilão em Brasília, formado por iPhone, Apple Watch e celulares da Xiaomi (Imagem: Reprodução/Receita Federal)

Os lances mínimos costumam ser bastante atrativos para aparelhos que geralmente são caros, como smartphones de topo de linha, smartwatches, tablets e computadores.

No caso, nem sempre é possível levar apenas um item — eles são agrupados em lotes e podem ter lances mínimos altos.

O processo também não é dos mais simples: é preciso ter um certificado digital, por exemplo. Além disso, não há frete: o comprador precisa ir até o depósito retirar os bens.

Vítimas ficaram endividadas

O golpe da venda de produtos apreendidos já foi assunto até mesmo em jornais de TV.

Um criminoso se passa por revendedor da Receita Federal e oferece, a valor muito baixos, mercadorias que teriam sido retidas no Porto de Santos. As quadrilhas usam anúncios pagos na internet para atrair mais pessoas.

Isso é falso: a Receita Federal não tem revendedores. Algumas vítimas chegaram a fazer dívidas para comprar os itens, mas não receberam os produtos, nem o dinheiro de volta.

Por isso, desconfie de preços muito baixos e procure mais informações sobre o vendedor e a negociação antes de qualquer compra.

Com informações: Agência Brasil.

Giovanni Santa Rosa

Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.

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