Google Lens agora é capaz de reconhecer problemas de pele

Nova ferramenta não substitui visita ao dermatologista, mas facilita a vida de quem busca informações complementares de saúde

Thássius Veloso
Por
Marca do Google (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Marca do Google (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Combine as câmeras de alta resolução dos celulares atuais com o visão computacional do Google, e você terá uma importante ferramenta para informar sobre eventuais problemas de saúde. O Google informou nesta semana que o sistema Google Lens é capaz de detectar diversas condições relacionadas à pele do usuário.

Tudo começa com o app oficial do Google para Android ou iPhone. Ao enviar uma imagem na área de busca visual, a plataforma apresenta fotos similares àquelas que você mandou.

Na demonstração, a tela do Google Lens diz que “os resultados da busca são apenas informacionais e não um diagnóstico”. Abaixo surgem opções de saber mais sobre dermatite atópica e psoríase, entre outras situações. A própria interface do app do Google lembra que é precisa buscar um médico para receber todas as orientações.

Busca por foto de pele no Google Lens retorna resultado com doenças dermatológicas (Imagem: Divulgação/Google)
Busca por foto de pele no Google Lens retorna resultado com doenças dermatológicas (Imagem: Divulgação/Google)

O potencial da visão computacional

Conforme lembra o portal The Verge, o Google está trabalhando em projetos de inteligência artificial para reconhecimento de imagens há anos. Desde 2021, as ferramentas da empresa são capazes de identificar problemas de saúde relacionados com pele, cabelo e unhas.

A chamada visão computacional tem um baita potencial de auxiliar na vida das pessoas, uma vez que traz informações complementares para preocupações reais dos usuários. Alguns deles, aliás, que normalmente não teriam condições de buscar um médico. Por outro lado, quantas não foram as vezes que pesquisamos por um determinado sintoma no Google e esbarramos em diagnósticos assustadores (e descabidos)? Já aconteceu muito comigo.

Outro ponto a se considerar tem a ver com o viés dos algoritmos. Muitos dos datasets atuais usados para treinar estes sistemas levam em consideração imagens de pessoas de pele mais clara, o que reduz sua eficácia quando as ferramentas são consultadas por usuários com tons de pele mais escuros.

Mais usabilidade

Por fim, mas não menos importante: a busca a partir de uma foto pode ser muito mais interessante do que tentar descrever em palavras aquilo que está diante de ti.

Com informações: The Verge e Google

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