Intel é acusada de discriminar funcionários mais velhos ao realizar demissão em massa

Victor Hugo Silva
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• Atualizado há 2 anos e 5 meses
Foto: Flickr/huangjiahui

Em 2016, a Intel anunciou um programa para dispensar cerca de 12 mil funcionários, o equivalente a 11% de sua força de trabalho. A empresa queria reestruturar alguns setores e, para isso, pode ter usado critérios ilegais para definir quem seria demitido.

De acordo com ex-funcionários, o que pesou para a Intel definir as demissões foi a idade. A lei, no entanto, não permite que o fator seja levado em consideração pelos empregadores. Uma reportagem do Wall Street Journal indica que a empresa está sendo investigada.

O jornal teve acesso a documentos relacionados a um grupo de 2.300 funcionários demitidos nesse processo. A média de idade entre eles era de 49 anos. Enquanto isso, a média de idade dos funcionários que permaneceram na empresa é de 42 anos.

Do ponto de vista da Intel, uma redução na faixa etária seria benéfica. Como lembra o The Verge, os funcionários mais velhos costumam ter salários maiores, maior conhecimento sobre seus direitos e famílias que dão despesas ao usarem benefícios oferecidos pela companhia.

A empresa nega todas as acusações. “Fatores como idade, raça, nacionalidade, gênero, status de imigração e outros dados demográficos não fizeram parte do processo quando nós tomamos as decisões”, afirma.

Alguns funcionários demitidos questionaram a ação da Intel junto à Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego (EEOC, na sigla em inglês). Se o órgão entender que as reclamações são válidas, poderá abrir uma ação coletiva contra a empresa.

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Victor Hugo Silva

Victor Hugo Silva

Ex-autor

Victor Hugo Silva é formado em jornalismo, mas começou sua carreira em tecnologia como desenvolvedor front-end, fazendo programação de sites institucionais. Neste escopo, adquiriu conhecimento em HTML, CSS, PHP e MySQL. Como repórter, tem passagem pelo iG e pelo G1, o portal de notícias da Globo. No Tecnoblog, foi autor, escrevendo sobre eletrônicos, redes sociais e negócios, entre 2018 e 2021.

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