Mozilla cria extensão para entender algoritmo do YouTube
Com a RegretsReporter, Mozilla permite que usuários "denunciem" vídeos inadequados do YouTube; extensão está disponível para Chrome e Firefox
Com a RegretsReporter, Mozilla permite que usuários "denunciem" vídeos inadequados do YouTube; extensão está disponível para Chrome e Firefox
O YouTube costuma receber críticas por conta de seu algoritmo, que não raramente mostra vídeos problemáticos. Em resposta, a plataforma prometeu melhorar as sugestões e evitar as que incluem teorias da conspiração sobre a COVID-19 e o 5G. Agora, a Mozilla decidiu buscar uma saída para o problema das recomendações da plataforma por meio de uma extensão para Chrome e Firefox.
Batizada de RegretsReporter, ela coleta dados dos usuários para entender como funciona o algoritmo do YouTube. A Mozilla recebe por padrão informações como por quanto tempo as pessoas permanecem na plataforma do Google e quantos vídeos são reproduzidos. A fundação também pede a contribuição dos usuários, que podem “denunciar” os vídeos considerados inadequados.
Para isso, é preciso clicar no ícone da extensão exibido na barra superior do navegador quando a página do YouTube estiver aberta. Depois, uma janela indica detalhes sobre o vídeo atual e os que foram assistidos até cinco horas antes. A ideia é entender o caminho da plataforma até o vídeo indesejado. Os usuários também podem informar por que consideram o vídeo ruim, com termos como “mentiroso”, “ofensivo” ou “bizarro”.
Para oferecer mais privacidade, a RegretsReporter permite que os usuários retirem parte do histórico antes de enviá-lo à Mozilla, se desejarem. A interferência nos vídeos que foram assistidos pode ser um problema para a análise, mas a fundação espera que, ainda assim, consiga entender a frequência com que o YouTube sugere vídeos prejudiciais e qual a participação das escolhas dos usuários nessas sugestões.
A ativista da Mozilla, Brandi Geurking, afirmou ao VentureBeat que, mesmo sem ter acesso a todo o histórico dos usuários, é possível analisar se há padrões de frequência e gravidade dos vídeos relatados. “Sabemos que os insights que coletamos não serão abrangentes. Nosso objetivo é identificar áreas onde mais análise é necessária e, então, construir um impulso para permitir um exame mais profundo”, explicou.
Segundo o The Verge, a Mozilla pretende coletar dados durante seis meses. Em seguida, a fundação pretende trabalhar com pesquisadores, jornalistas, legisladores e até mesmo funcionários do YouTube para melhorar o algoritmo da plataforma. Os dados obtidos com a extensão deverão se tornar públicos, mas ainda não há um prazo de quando isso acontecerá.