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Google e Microsoft fazem parceria para combater falsos positivos em antivírus

Emerson Alecrim Por

O Google anunciou nesta semana a criação de um projeto chamado Trusted Source que visa combater a ocorrência de falsos positivos nos antivírus (quando o programa detecta como malicioso um arquivo legítimo). Os testes, feitos em parceria com a Microsoft, foram bastante animadores.

Tendo em vista os recentes atritos entre ambas as companhias em relação ao Project Zero, é de se estranhar que a Microsoft tenha aceitado fazer parte da iniciativa. O que pode ter ajudado na formação da parceria é o fato de o projeto estar sob responsabilidade da VirusTotal, companhia adquirida pelo Google em 2012, mas que segue tendo perfil independente.

É mais provável, no entanto, que a Microsoft tenha simplesmente vislumbrado os benefícios da iniciativa. Os testes conseguiram evitar mais de 6 mil falsos positivos. Isso em apenas uma semana. Imagine então o que a colaboração permanente pode trazer.

Para a Microsoft, estes resultados são ótimos porque, se um arquivo de sistema é detectado como malicioso, pode haver travamentos, não funcionamento de determinados recursos ou até mesmo impossibilidade de iniciar o Windows.

Vírus detectado

O que é mais interessante é que não há nenhum macete engenhoso para combater falsos positivos. O que a VirusTotal fez foi criar uma "lista branca". As empresas apenas devem preenchê-la informando quais sãos os arquivos de seus softwares.

Caso os sistemas da VirusTotal percebam que algum antivírus marcou um destes arquivos como malicioso, os desenvolvedores correspondentes são avisados imediatamente para que verifiquem o problema antes de um "estrago" maior – ter a equipe de suporte sobrecarregada de uma hora para outra, por exemplo.

Com o sucesso dos testes, o Google abrirá espaço para que outras companhias de software colaborem com o projeto. A lista não se limitará à VirusTotal: a ideia é compartilhá-la com outras empresas que desenvolvem antivírus.

A expectativa de "ganha-ganha" pode mesmo atrair mais colaboração: os desenvolvedores não teriam seus softwares danificados ou tidos como inseguros; já os antivírus não seriam considerados ineficientes pelos usuários.

Com informações: VentureBeat