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Uma operadora britânica está divulgando a velocidade de conexão que os usuários realmente recebem

Isso poderia ser adotado pelas empresas de banda larga no Brasil

Paulo Higa Por
3 anos atrás

De vez em quando surgem ideias no exterior que poderiam ser adotadas no Brasil. A operadora britânica Sky, que não tem relação com a empresa brasileira de TV por assinatura, começou a divulgar um número importante ao vender seus planos de banda larga: além da velocidade máxima da conexão, é possível descobrir a velocidade média que os clientes de fato estão recebendo.

A Sky oferece quatro planos de banda larga no Reino Unido, um deles com franquia mensal de 25 GB — que faz sentido apenas para quem realmente não acessa muito a internet, já que por 10 libras a mais (cerca de R$ 41) é possível remover o limite. A velocidade pode chegar a 38 Mb/s, mas a operadora deixa bem claro que a média alcançada pelos clientes do mesmo plano é ligeiramente menor, de 34 Mb/s.

As diferenças são maiores nos outros planos. No mais barato, que custa o equivalente a R$ 72 por mês, a velocidade de download pode alcançar 17 Mb/s, mas os clientes recebem em média 9 Mb/s, pouco mais da metade. Já no mais caro, de aproximadamente R$ 176 por mês, as taxas são de 76 Mb/s (máxima) ou 60 Mb/s (média). Ambos têm franquia ilimitada e incluem telefone fixo.

Como a infraestrutura de banda larga residencial é compartilhada entre os assinantes e alguns locais têm equipamentos mais velhos ou mais novos, as velocidades de conexão frequentemente variam de cliente para cliente. Isso acontece em todos os países. No Brasil, em cidades mais afastadas (ou até bairros mais afastados dentro das capitais), é comum as operadoras não ofertarem velocidade mais altas ou, quando ofertam, não conseguirem entregar o máximo contratado.

Segundo o Engadget, a Sky está se antecipando a uma mudança que poderá acontecer no Reino Unido em 2017: o órgão local de regulação de publicidade concluiu que as operadoras devem mudar a forma como divulgam seus planos de banda larga, já que as regras atuais permitem que as empresas informem velocidades que são atingidas por apenas 10% dos clientes.

Desde novembro de 2014, as operadoras brasileiras são obrigadas a entregar 80% de taxa de transmissão média e 40% de taxa de transmissão instantânea — ou seja, numa conexão de 10 Mb/s, a média durante todo o mês precisa ser de pelo menos 8 Mb/s, e uma medição única deve apresentar no mínimo 4 Mb/s. Sua operadora cumpre?

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