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Apple explica em mais detalhes como o Face ID funciona

Felipe Ventura Por

O iPhone X não tem leitor de digitais, e sim uma forma de reconhecimento facial chamada Face ID. A Apple disse no anúncio oficial que essa tecnologia é mais segura e funciona mesmo no escuro, mas ainda deixou algumas dúvidas.

Agora, a Apple criou uma página de suporte para o Face ID e publicou um documento técnico a respeito, para esclarecer alguns detalhes adicionais.

Para recapitular: o iPhone X basicamente possui um Kinect na parte frontal. (A PrimeSense, que ajudou a criar esse dispositivo com a Microsoft, foi adquirida pela Apple em 2013.) Um projetor coloca 30 mil pontos invisíveis no seu rosto, para evitar ser enganado por uma foto; enquanto um iluminador ajuda em situações de pouca luz. A câmera infravermelho captura a imagem e compara com os dados salvos no aparelho para liberar (ou não) o desbloqueio.

Em termos gerais, o Face ID funciona da mesma forma que o Touch ID: quando você cadastra seu rosto, o iPhone X salva apenas uma representação matemática parcial — mesmo que alguém consiga extrair esses dados, seria impossível fazer uma reconstrução completa. As imagens nunca saem do aparelho nem são enviadas para a nuvem. Além disso, há um elemento aleatório para dificultar o acesso.

O Face ID só desbloqueia o iPhone X quando detecta que seus olhos estão abertos. Após cinco tentativas incorretas, ele será desativado; é o motivo pelo qual a primeira demonstração pública, feita por Craig Federighi, não funcionou.

E para evitar que alguém desbloqueie o aparelho contra a sua vontade, você pode pressionar os botões de volume e liga/desliga ao mesmo tempo — isso desativa temporariamente o reconhecimento facial, e exige sua senha.

A Apple prometeu que o Face ID vai detectar mudanças no seu rosto ao longo do tempo, como barba ou óculos. O iPhone X faz isso cada vez que você faz login, atualizando seu modelo matemático.

E se ocorrer alguma mudança brusca, tal como uma cicatriz? Nesse caso, se o Face ID conseguir uma correspondência parcial, e se você inserir a senha correta imediatamente depois, ele vai usar a nova imagem do seu rosto para atualizar o modelo salvo no aparelho.

Isso nos leva ao problema do impostor. A Apple diz que a probabilidade de outra pessoa olhar para seu iPhone X e desbloqueá-lo é de aproximadamente 1 em 1.000.000 (contra 1 em 50.000 no Touch ID). No entanto, esse número é diferente para gêmeos, para irmãos que se parecem com você, e entre crianças menores de 13 anos, "porque talvez as diferenças das características faciais ainda não tenham se desenvolvido". Nesses casos, a Apple recomenda usar uma senha para desbloqueio.

E por fim, uma boa notícia para desenvolvedores: caso seu aplicativo use o Touch ID, não é necessário atualizá-los para o Face ID — ele usa a mesma framework de autorização. No máximo, você precisará adicionar referências ao Face ID para o usuário.

O iPhone X será lançado em novembro e custará a partir de US$ 999.

Com informações: The Verge, TechCrunch, Mashable.

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kyloren
eu sla vai perguntar pra allguem q tem
Rafael
Uai! O telefone da Samsung consegue impedir alguém de fazer o mesmo com o dela??
kyloren
mas é muito facil de burlar, se a pessoa faz voce olhar pro seu celular ela consegue desbloquear. prefiro o leitor de iris da samsung
Jhon
Eu acredito que raramente você vai precisar colocar a senha e na maioria das vezes vai funcionar bem, mas mesmo assim ainda acho que o Touch ID é mais prático. Resumindo, o Face ID parece ser muito bom, mas não tão bom quando o Touch ID.
@Sckillfer
Tudo isso de sensor ocupando espaço da tela em cima pra não ocupar espaço da tela embaixo com um sensor de digital... 6 por maia dúzia.
Sckillfer
Tudo isso de sensor ocupando espaço da tela em cima pra não ocupar espaço da tela embaixo com um sensor de digital... 6 por maia dúzia.
@Sckillfer
Esquecem da opção mais fácil: a lateral, o botão power cresceu no iPhone X e poderia muito bem ter ficado um pouco mais largo pra acomodar o sensor.
Sckillfer
Esquecem da opção mais fácil: a lateral, o botão power cresceu no iPhone X e poderia muito bem ter ficado um pouco mais largo pra acomodar o sensor.
Ronaldo Rodrigues
Sem falar que é uma tendência, não vou me espantar se o TouchID sumir do mercado futuramente!
Felipe Xavier
Custo não é problema. Repassa pro consumidor, consumidor da Apple já é acostumado pagar mais do que vale um produto.
Espaço, tem a traseira. Um monte de aparelhos usam o sensor ali. Algumas pessoas acham ruim e outras gostam, mas se não tinha espaço na frente, arrumasse outro local.
Lucas
Sem falar que ninguém usou, mas já tão dizendo que não funciona ou que preferem o Touch ID. No mais, o ser humano tende a não gostar de mudanças, é só questão de tempo para esquecerem o leitor de digitais.
Caio
Além do fator custo e da falta de espaço na frente tem a questão da inovação. Foi a mesma coisa quando tiraram o p2, colocar só a tecnologia nova colabora com o discurso "somos inovadores, olha como nossa tecnologia é boa"
Felipe Xavier
No entanto, esse número é diferente para gêmeos, para irmãos que se parecem com você, e entre crianças menores de 13 anos.
Daí eu pergunto novamente, porque não deixar o Face ID + Touch ID, para ser utilizado nesses casos ou onde a pessoa simplesmente não queira usar o outro.

Mas como é Apple, ela nunca erra, isso não é uma limitação e sim uma feature mega avançada que nós humanos não precisamos entender.
Magnosama
Curioso pra saber por quanto chega aqui.
Programador Front-End
Cada tecnologia que é lançada ou reformulada tem um monte de gente pra por defeito. Mas tudo indica que o Face ID embora não seja perfeito, foi muito bem desenhado e produzido.
Rafael
Pessoal fica se apegando a detalhes de limitação, e esquecem que no Touch ID não era possível utilizar com luvas, mãos molhadas, dedos com digitais deformadas e a chance de alguém se passar por você era maior - como disse o Felipe Ventura.

Tem muito menos irmãos gêmeos no mundo do que luvas ou mãos molhadas.

A tecnologia é boa sim, o conceito é excelente e daqui a pouco vai tá todo mundo querendo fazer igual.
André Silva
Seria bacana ter as duas opções, até porque esse recurso deve consumir muito mais bateria que o leitor de digital.
Seraph
A ideia em si, eu acho ruim. mas tem quem goste
Henrique Seraph
A ideia em si, eu acho ruim. mas tem quem goste
josediogenes
Se for bem implementada, vai ser tão boa quanto o TouchID - ninguém usou na prática então qualquer opinião antes disso é mera especulação.
palatoqueimado
O Face ID é um recurso tecnológico tão complexo e avançado, mas ao mesmo tempo cheio de limitações (se alguém que não for você olhar pro aparelho, ele bloqueia com senha; se você tiver um irmão gêmeo, não use o Face ID, ...). No fim das contas é prático?? Melhor não teria sido deixar o leitor biométrico mesmo?!
Maicon Bruisma
Eu disse desde a Keynote que era a mesma tecnologia do Kinect, só que miniaturizada. Não é ruim, mas sei lá, quem já tá acostumado com leitor de digitais super rápidos tipo os da Oneplus vai ficar com o pé atrás, aí se precisar ficar usando o PIN praticamente regredimos para 2012.
Seraph
Eu prefiro a digital mesmo, dispenso. Não vejo muita vantagem no leitor facial.
Henrique Seraph
Eu prefiro a digital mesmo, dispenso. Não vejo muita vantagem no leitor facial.