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O MacBook Pro com Core i9 é poderoso, mas parece que não por muito tempo

Core i9-8950HK esquenta dentro do MacBook Pro de 2018 e fica com desempenho pior que Core i7 de 2017

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22 semanas atrás

Os novos MacBooks Pro estão mais poderosos do que nunca: o modelo de 15 polegadas pode receber até 4 TB de SSD, 32 GB de RAM e processador Intel Core i9-8950HK, com seis núcleos de 2,9 GHz. No entanto, parece que colocar esse hardware em uma carcaça fina e leve de alumínio causou um problema: a máquina não está conseguindo manter o desempenho por muito tempo.

Quem apontou a falha foi o youtuber Dave Lee, que comparou a performance de dois MacBooks Pro: o modelo de 2018, equipado com o Core i9 mais potente; e o de 2017, com um Core i7 quad-core. Ele renderizou um vídeo no Adobe Premiere e o notebook teoricamente mais poderoso levou 39min37s para completar a tarefa, enquanto o modelo com Core i7 demorou apenas 35min22s. O que aconteceu?

O gargalo parece estar no resfriamento: o Core i9 esquenta rapidamente para 100 ºC e diminui a frequência de maneira forçada para tentar reduzir a temperatura — repare que estamos falando de uma queda no clock base de 2,9 GHz, não do Turbo Boost, que promete chegar a 4,8 GHz. Na prática, após “alguns segundos” de processamento intenso, a frequência média do chip no MacBook Pro ficou em 2,2 GHz.

MacBook Pro de 2018 com Core i9 dentro de um freezer

Ainda não sabemos se é um problema generalizado ou apenas na unidade específica, mas o fato é que a falha existe: em um outro teste, renderizando o vídeo com o novo MacBook Pro dentro de um freezer (!), o tempo para completar a tarefa caiu de 39min37s para 27min18s — agora sim, bem melhor que o Core i7. Só que, bem, não é muito viável trabalhar desse jeito.

Tempos de renderização de vídeo do novo MacBook Pro

O Core i9-8950HK só está disponível em configurações personalizadas do novo MacBook Pro, por US$ 300 ou 400 adicionais. Se você precisa de poder de processamento e trabalha em um local quente, é bom pensar melhor e acompanhar o caso antes de gastar as dezenas de milhares de reais.

Toda essa história me lembra de quando a Qualcomm lançou os chips topo de linha Snapdragon 808 (hexa-core) e 810 (octa-core) para smartphones em 2015 — em tese, o 810 era mais potente, mas os primeiros aparelhos tinham sérios problemas de superaquecimento e thermal throttling, tornando ele pior que o 808 na prática.