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Telefonia fixa perde 1,1 milhão de linhas, mas não em alguns estados

Segundo a Anatel, houve um aumento de linhas fixas no Acre, Distrito Federal e Santa Catarina

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18 semanas atrás

Não é surpresa que o telefone fixo vem perdendo relevância no Brasil, à medida que mais pessoas — e até empresas — preferem manter apenas o celular. Ainda assim, as linhas fixas cresceram em alguns estados, assim como em operadoras menores.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) divulgou nesta sexta-feira (10) que registrou 40,2 milhões de linhas fixas no Brasil em junho. Isso representa uma queda de 1,1 milhão em relação ao mesmo mês do ano passado.

Foto via Pixabay

Praticamente todos os estados perderam linhas fixas: o Rio de Janeiro, por exemplo, teve redução de 7,1% no último ano. Em São Paulo, que concentra um terço da telefonia fixa no país, a queda foi de 2,2%.

No entanto, alguns lugares do país foram contra essa tendência. Curiosamente, houve um aumento na telefonia fixa no Acre (+1,7%), Distrito Federal (+1,8%) e Santa Catarina (+1,6%).

Operadoras

Em se tratando de empresas de telefonia, vemos algo semelhante. A Telefônica/Vivo é a maior operadora do país, com 14 milhões de linhas, e sofreu uma leve redução. A Oi tem 13 milhões, e a Claro/NET/Embratel possui mais 10,7 milhões; elas também tiveram queda.

Enquanto isso, operadoras menores viram um aumento na telefonia fixa. A Algar/CTBC chegou a 1,1 milhão de linhas, crescendo 9,4% em um ano. Por sua vez, a TIM corresponde a 774 mil linhas, crescimento de quase 10% no mesmo período.

Estes são os números de cada operadora para junho de 2018, segundo a Anatel:

  • Telefônica/Vivo: 14.091.515 linhas (-1,6%)
  • Oi: 13.032.103 linhas (-6,8%)
  • Claro Brasil: 10.699.868 linhas (-1,2%)
  • Algar (CTBC Telecom): 1.131.952 linhas (+9,4%)
  • TIM: 773.941 linhas (+9,7%)
  • Copel/Prefeitura de Londrina: 253.092 linhas (-4,4%)
  • Outras: 242.206 linhas (+4,7%)

A Anatel chama a telefonia fixa de STFC (Serviço de Telefonia Fixa Comutado), e divide as operadoras em dois grupos. As concessionárias incluem as empresas do sistema Telebras privatizadas em 1998, mais Algar e Sercomtel. Enquanto isso, as autorizadas são empresas que receberam autorização a partir de 1999. Elas têm regras distintas.