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Vendas de celulares acima de R$ 3 mil aumentam 22% no Brasil

Relatório da IDC Brasil mostra que faturamento com celulares cresceu mesmo com a queda nas vendas

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21 semanas atrás

Em comparação com 2017, o ano passado apresentou um crescimento de 22% nas vendas de smartphones premium, aqueles acima de R$ 3 mil. Isso contribuiu para que o faturamento com celulares alcançasse os R$ 58,1 bilhões em 2018, ou 6% a mais.

Yura Fresh / número de um celular / Unsplash

Segundo os dados da IDC Brasil, a marca é devido ao aumento de 14% no ticket médio de celulares, que passou de R$ 1.150 para R$ 1.307. Enquanto isso, houve queda de 7% de smartphones vendidos no Brasil, caindo de 47,7 milhões para 44,4 milhões.

O total de celulares vendidos em 2018 foi de 47 milhões (contra 50,8 milhões do ano anterior). Isso inclui os 2,5 milhões de feature phones, cujas vendas tiveram queda de 16,2% em relação a 2017.

O crescimento nas vendas de smartphones foi dominado pela categoria mid-high (da faixa de R$ 1 mil até R$ 2 mil), com um aumento de 73%; em seguida a categoria premium (acima de R$ 3 mil), com 22,2%; e em terceiro lugar os high-end (de R$ 2 mil a R$ 3 mil), com 8,5% a mais que 2017.

Como informou Renato Meirelles ao Mobile Time, o fato se deu pelo “movimentos das fabricantes saírem do low-end e mid para atuar em outras faixas (mais caras). E os consumidores começaram a ver mais valor agregado nesses produtos”.

Contudo, o crescimento nas vendas não representa predominância no mercado. O market share de 2018 ficou assim:

  • 14% de aparelhos de entrada, até R$ 699;
  • 40% de aparelhos intermediários, entre R$ 700 a R$ 1 mil;
  • 35% de aparelhos mid-high, entre R$ 1 mil e R$ 2 mil;
  • 4% de aparelhos high-end, entre R$ 2 mil e R$ 3 mil;
  • 6,5% de aparelhos premium, acima de R$ 3 mil.

Expectativa é de celulares mais caros em 2019

O número de celulares vendidos deve cair ainda mais em 2019, chegando em 42,5 milhões, de acordo com o IDC. O fator pode ocorrer devido ao fim da Lei do Bem e às discussões sobre a reforma da Previdência. A consultoria também prevê um aumento contínuo no ticket médio: sendo assim, o faturamento deve aumentar para R$ 62 bilhões ao final de 2019, 7% a mais que 2018.

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