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Uber deixa de aceitar mais motoristas em Nova York devido a nova lei

Uber tem que pagar salário mínimo para motoristas; Lyft também restringiu novos cadastros

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30/04/2019 às 13h08

Uma lei recente da cidade de Nova York começou a surtir efeito nos apps de transporte: a Uber confirmou que, desde 1º de abril, não está aceitando cadastros de novos motoristas. O principal concorrente, o Lyft, criou uma lista de espera para interessados em dirigir na plataforma. Pelas novas regras, as empresas são obrigadas a pagar uma espécie de salário mínimo aos motoristas.

Uber - smartphone

As regras foram aprovadas no final de 2018 pela Comissão de Táxis e Limusines (TLC, na sigla em inglês) da cidade, que se tornou a primeira a ter uma regra desse tipo. O valor mínimo a ser pago pela Uber, Lyft e outras empresas é de US$ 17,22 (líquido) ou US$ 26,51 (sem descontos) por hora de trabalho. Para fins de comparação, o salário mínimo em Nova York é de US$ 15 por hora.

Esse valor de US$ 17,22 é baseado em uma fórmula que considera a distância percorrida, o tempo de trabalho e a taxa de utilização, isto é, a porcentagem média de tempo em que os motoristas da empresa realmente têm passageiros. Quanto menos veículos ociosos estiverem circulando nas ruas, menos os apps de transporte poderão pagar aos motoristas.

A ideia por trás da lei é penalizar empresas que deixam muitos carros sem passageiros ocupando as vias da cidade. Normalmente, após finalizarem uma corrida, os motoristas esperam alguns minutos nas ruas até encontrarem outro usuário. Se houver oferta em excesso de motoristas, o trânsito tende a piorar devido ao maior número de carros.

Segundo o The Verge, nos Estados Unidos, apps como Uber e Lyft têm sido alvo de críticas por parte de legisladores, taxistas e sindicatos por não seguirem as mesmas regras dos táxis. Isso teria causado um “excesso de motoristas que superou a demanda, reduzindo os salários e aumentando o congestionamento no trânsito”.

Tanto a Uber quanto a Lyft processaram a cidade de Nova York pela nova lei. A Lyft diz que as regras prejudicam a competição e poderiam dar vantagem à Uber em detrimento de empresas menores. Já a Uber defende que a cidade restringiu a oferta, o crescimento e a concorrência de serviços de transporte, impactando a população que mora em regiões mais distantes e mal servidas por táxis e transporte público.

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