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Google cria processador para não depender da Qualcomm

Google Pixel 6 pode vir com processador próprio em 2021, em vez de chip Qualcomm Snapdragon

Bruno Gall De Blasi Por

E se o Google Pixel viesse com um processador feito pela própria Google? Esta pode ser a realidade das próximas gerações do smartphone, justamente para reduzir a dependência da Qualcomm em seus celulares e wearables.

Google Pixel 3 XL

É o que conta o Axios. De acordo com o site, está nos planos da Google o desenvolvimento de um processador próprio, feito em parceria com a Samsung, para garantir mais independência à empresa e possivelmente para bater de frente com a Apple no mercado de wearables.

A expectativa é de que o chip com nome interno “Whitechapel” esteja disponível comercialmente já em 2021, no Google Pixel 6.

A produção já está em curso. A sexta geração do Google Pixel pode trazer um processador com oito núcleos ARM, junto com outros componentes para dar mais poder de fogo às soluções de inteligência artificial da companhia e ao Google Assistente.

Não há informações sobre quais componentes serão utilizados pela Google para redes móveis. Mas é possível que a companhia acabe optando por modems da Qualcomm, o que não removeria totalmente a empresa norte-americana das fichas técnicas dos celulares.

Demais apostas envolvem o uso do Whitechapel em outros dispositivos da Google em um futuro próximo. Conforme observa o Ars Technica, o projeto pode beneficiar o desenvolvimento de wearables, como no caso da Apple, que desenvolve seus próprios componentes.

Espera-se também que a companhia aproveite os novos chips em Chromebooks.

O Google não comentou sobre o caso.

Com informações: Axios, Ars Technica e Android Police

Comentários da Comunidade

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Caleb Enyawbruce (@Enyawbruce)

Dúvida sobre uma informação importante: porque exatamente a Google não quer depender da Qualcomm? Problemas com produção e abastecimento, ou algo mais voltado a decisões estratégicas da empresa? Ou algum outro motivo?

Bruno Gall De Blasi (@brunogdb)

Não há muita certeza. Mas o Google vem, sim, usando componentes próprios na linha Pixel há um tempinho – é só ver o caso do Titan M. Levantou-se, também, a atenção que a Qualcomm vem dado a chips para wearables.

De toda forma, dei uma atualizadinha no texto para ficar mais claro.

Islan Oliveira (@Islan_Oliveira)

Na questão dos wearables o motivo dos que usam o OS do Google estarem tão pra trás é a falta de atenção que a Qualcomm dá aos processadores pra esse tipo de produtos. No geral, creio que toda empresa queira depender o mínimo possível de outras, pra aumentar as margens de lucros e às vezes essas dependências podem gerar atrasos ou menor qualidade de produtos (como nos wearables).

Diego Nascimento (@Dieg0)

“feito em parceria com a Samsung”

Que não usem o mesmo esquema de gerenciamento de energia deles…