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Exclusivo: WhatsApp busca executivo para comandar operações no Brasil

Um anúncio no LinkedIn indica que executivo terá missão de representar WhatsApp entre políticos e reguladores

Victor Hugo Silva Por

O WhatsApp aguarda algumas decisões de órgãos públicos brasileiros, como o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legalidade de bloquear o serviço no país e o projeto de lei contra as fake news em redes sociais e aplicativos de mensagens. Em meio a tudo isso, a empresa revelou que pretende contratar o primeiro executivo que comandará suas operações no Brasil.

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Em anúncio divulgado no LinkedIn, o WhatsApp indicou que a pessoa contratada para o cargo terá, entre outras funções, a missão de representar a plataforma entre “clientes seniores, formuladores de políticas governamentais, reguladores, defensores de direitos civis e de consumidores, e outras partes interessadas no país”.

A empresa informa ainda que o executivo deverá criar e executar a estratégia para expandir o uso e a receita do aplicativo no Brasil. O profissional terá influência sobre as áreas de desenvolvimento de negócios e parcerias, política, marketing e comunicações, e responderá diretamente ao chefe global de operações do WhatsApp, Matt Idema.

Para se candidatar à vaga, é preciso ter ao menos 15 anos de experiência com empresas orientadas à área de produto e 5 anos de experiência com comércio eletrônico ou outras tecnologias de pagamento. O requisito pode ter relação com o plano do Facebook de levar ao aplicativo de mensagens a carteira digital que suportará a criptomoeda Libra e versões digitais de moedas como dólar e euro.

Ao Tecnoblog, a empresa afirmou que está comprometida com o desenvolvimento econômico das empresas brasileiras que usam suas plataformas para se comunicar com clientes. “O Brasil é um dos países mais importantes para o WhatsApp e estamos buscando contratar uma liderança que poderá ajudar a aprofundar nosso trabalho com parceiros para levar crescimento econômico aos negócios locais que atendemos”.

STF e Congresso têm pautas que afetam WhatsApp

O STF julga duas ações que questionam a validade do bloqueio do WhatsApp por decisão judicial. Até o momento, os ministros Edson Fachin e Rosa Weber votaram contra a medida. O julgamento foi suspenso na quarta-feira (28) quando o ministro Alexandre de Moraes pediu vista, o que lhe garante mais tempo para analisar o caso antes de apresentar seu voto.

Enquanto isso, o Senado pretende votar na terça-feira (2) o projeto de lei de combate a fake news. Apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), o texto reúne alguns mecanismos com o objetivo de reduzir a desinformação em serviços como WhatsApp, Facebook e Twitter.

Atualizado às 18h15 com o posicionamento do WhatsApp.

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