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Correios têm lucro de R$ 102 mi e alta em encomendas do exterior

Correios tiveram queda de 37% no lucro e alta de 41% em encomendas internacionais; estatal está em processo de privatização

A ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) divulgou nesta quarta-feira (17) seu resultado financeiro de 2019: a estatal teve lucro líquido de R$ 102 milhões, queda de aproximadamente 37% em relação ao ano anterior, em parte devido aos gastos relacionados ao plano de desligamento de funcionários. A empresa está em processo de privatização.

Em 2019, os Correios tiveram receita bruta de R$ 19,1 bilhões, crescimento de 1% se comparado ao ano anterior. O faturamento nacional corresponde à maior parte desse valor (R$ 18,2 bilhões) e teve leve queda de 0,4%, enquanto a receita de encomendas internacionais teve forte alta de quase 41%. A empresa cobra taxa de R$ 15 sobre pacotes vindos do exterior.

A maior parte do faturamento dos Correios vem de quatro serviços. O Sedex teve queda de 1,2%, enquanto o PAC saltou cresceu 18% no mesmo período. O FAC, serviço para empresas que postam grandes volumes de cartas, caiu 12%. Os envios de carta, no entanto, tiveram leve alta de 1,7%.

Serviço Faturamento bruto em 2019 % em relação ao total
Sedex R$ 4,2 bilhões 22,1%
PAC R$ 4,1 bilhões 21,3%
FAC (franqueamento autorizado de cartas) R$ 3,9 bilhões 20,6%
Carta R$ 2,7 bilhões 14,0%
Serviços de Distribuição R$ 766,3 milhões 4,0%
Logística Reversa R$ 477,4 milhões 2,5%
Malote R$ 370 milhões 1,9%
Mala Direta Postal R$ 333,6 milhões 1,7%
Remessa Expressa R$ 264,8 milhões 1,4%
Correio Híbrido Postal R$ 233,7 milhões 1,2%
Demais receitas R$ 1,7 bilhão 9,3%
Total R$ 19,1 bilhões 100%

Correios fazem corte de custos

Os Correios também vêm se esforçando para reduzir custos. A estatal abriu um PDV (plano de demissão voluntária) para os funcionários, fechou diversas agências e reduziu o horário de funcionamento de outros estabelecimentos.

Ela também comprou máquinas de triagem para automação de encomendas; e fez ajustes nos benefícios trabalhistas, como retirar dependentes pais e mães, e aumentar o custeio para os empregados.

Ainda assim, os Correios tiveram lucro menor que em 2018. Segundo a empresa, isso ocorreu “em função do registro de despesas referentes aos contratos de arrendamento; despesas decorrentes do Plano de Desligamento Voluntário 2019; e reconhecimento de precatórios em volume superior a exercícios anteriores”.

Os números divulgados pela ECT ainda não refletem os efeitos da pandemia da COVID-19. “O momento é de recessão na economia global, e ainda é cedo para mensurar o real impacto do novo coronavírus nas atividades dos Correios”, diz Floriano Peixoto, presidente da estatal, em mensagem publicada no Diário Oficial da União.

Os Correios estão em processo de privatização desde o ano passado: o PPI (Programa de Parceria de Investimentos) vai decidir como repassar a empresa ao setor privado. O ministro da Economia, Paulo Guedes, quer vender a estatal ainda este ano junto à Eletrobras, segundo O Globo.

O resultado financeiro dos Correios em 2019 está disponível no DOU.

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