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Google se prepara contra fake news nas eleições de 2022

Depois das eleições municipais de 2020, Google afirmou que já analisa o que pode ser feito na próxima corrida eleitoral

Victor Hugo Silva Por

Passadas as eleições municipais de 2020, o Google já trabalha para combater fake news na corrida eleitoral de 2022. A empresa afirmou que suas equipes estão analisando o que pode ser feito para ajudar usuários no Brasil a se manterem informados na próxima campanha. O trabalho com tamanha antecedência é parecido com o que foi visto neste ano.

Google destacou seções na busca e campanha do TSE no YouTube (Imagem: Reprodução/Google)

Google destacou seções na busca e campanha do TSE no YouTube (Imagem: Reprodução/Google)

Segundo o Google, as medidas para ajudar a proteger a integridade das eleições em todo o mundo são parte fundamental de sua responsabilidade com os eleitores. A empresa indicou que, bem antes da votação, suas equipes de Confiança e Segurança trabalharam para antecipar eventuais cenários de ameaças e abusos eleitorais.

“Essas equipes desempenham diferentes funções para ajudar a desenvolver e aplicar nossas diretrizes de forma apolítica e apartidária, monitorar nossas plataformas contra abusos e proteger os usuários, desde sequestros de contas e campanhas de desinformação, até conteúdo fraudulento e atividades suspeitas”, explicou a companhia.

Google destaca ações com TSE

Em comunicado sobre as Eleições 2020, o Google destacou a ação conjunta com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O buscador mostrou pela primeira vez no mundo em uma eleição municipal seções com informações úteis aos eleitores. Os painéis “Como Votar” e “Dúvidas sobre o Título de Eleitor” foram visualizados quase nove milhões de vezes.

O Google também realizou uma campanha gratuita para o TSE no YouTube que direcionava usuários ao site de checagem de fatos do órgão eleitoral. Criada para combater conteúdos enganosos sobre as eleições, a ação foi visualizada mais de 400 milhões de vezes entre 30 de novembro e 4 de dezembro.

A parceria envolveu ainda o processo de verificar canais no YouTube de todos os partidos para indicar que eles se tratam de uma fonte oficial dos candidatos. Além disso, o Google adotou medidas para evitar práticas indevidas e impôs restrições sobre quem pode veicular publicidade eleitoral em suas plataformas.

A Play Store, por sua vez, destacou uma seção com aplicativos importantes para eleitores. Entre eles, estava o e-Título, que registrou mais de 10 milhões de downloads na loja.

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