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USP usa áudios de WhatsApp contra fake news sobre vacinas

União Pró-Vacina quer promover informações corretas no WhatsApp, que costuma ser usado para espalhar fake news

Victor Hugo SilvaPor

Mesmo com os avanços de laboratórios, as vacinas ainda são alvo de muita desinformação. Para combater as fake news sobre este tema, uma iniciativa na USP (Universidade de São Paulo) está promovendo informações corretas com a ajuda de mensagens de áudio e outros recursos do WhatsApp.

WhatsApp (Imagem: Haberlernet/Flickr)

WhatsApp (Imagem: Haberlernet/Flickr)

A ideia é disputar um espaço que costuma ser usado para espalhar fake news. Para isso, a iniciativa se aproveita de áudios, emojis e outros recursos do WhatsApp, além de títulos chamativos e linguagem acessível. O objetivo é que as mensagens sejam compartilhadas pelos usuários, criando uma corrente para apresentar os benefícios das vacinas.

Batizado de União Pró-Vacina, o projeto foi criado no polo de Ribeirão Preto do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA/USP). Com o apoio de outras sete entidades, a iniciativa pretende unir instituições acadêmicas, poder público e órgãos da sociedade civil em um esforço contra as fake news sobre vacinas.

O grupo foi criado em outubro de 2019 por conta da preocupação com a queda na cobertura vacinal registrada nos últimos anos no Brasil. A atuação da União Pró-Vacina abrange principalmente a produção de conteúdo para plataformas como o WhatsApp e o acompanhamento de discursos antivacina para combater informações falsas.

Nos últimos meses, a iniciativa passou a se concentrar no combate às teorias da conspiração sobre o desenvolvimento de vacinas contra a COVID-19. Para isso, o grupo envia dois áudios por semana no WhatsApp e mantém atividade no Facebook, Instagram, Twitter e Telegram.

Facebook e Google atuam contra fake news sobre COVID-19

O combate à desinformação sobre vacinas também depende das plataformas. O Facebook, por exemplo, notifica usuários que interagiram com fake news sobre a COVID-19. No aviso, a rede social explica que a publicação foi removida por violar seus termos de uso e apresenta um link para o site da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Já o Google mostra um painel nas buscas sobre vacinas contra a COVID-19. A seção mostra as vacinas que já foram aprovadas e uma opção para encontrar mais informações sobre cada uma.

Com informações: DW.

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