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Projeto para privatização dos Correios terá urgência na Câmara

Com regime de urgência, projeto que libera privatização dos Correios vai direto para votação em plenário

Victor Hugo Silva Por

A Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o projeto de lei que permite a privatização dos Correios. Entre os parlamentares que participaram da votação, 280 ficaram a favor da tramitação acelerada, enquanto 165 votaram contra. Com a decisão, a proposta irá diretamente ao plenário, sem passar pelas comissões da Casa.

Caminhão de entrega dos Correios (Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Caminhão de entrega dos Correios (Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O chamado marco legal dos serviços postais (PL 591/2021) foi encaminhado à Câmara em fevereiro pelo presidente Jair Bolsonaro. A aprovação do texto é necessária para liberar a privatização dos Correios, que foram incluídos no Programa Nacional de Desestatização (PND). Ainda não há data para votação do mérito do projeto.

Pela proposta, a União seguirá obrigada a garantir a prestação do serviço postal universal, que inclui cartas, impressos, telegramas e objetos postais sujeitos à universalização. No entanto, esse serviço poderá ser oferecido por meio de uma empresa estatal ou da celebração de contratos de concessão.

O projeto de lei também prevê a mudança da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos na Correios do Brasil S.A., uma sociedade de economia mista. A nova empresa seria regulada pela Anatel, que também mudaria de nome e passaria a se chamar Agência Nacional de Telecomunicações e Serviços Postais.

Com o regime de urgência, o relator do projeto, deputado Gil Cutrim (REP-MA), promete estabelecer diálogo com os demais parlamentares para definir o texto que será levado para votação em plenário. Caso a proposta seja aprovada na Câmara, ela seguirá para análise do Senado.

Correios no plano de privatização

Os Correios entraram oficialmente no Programa Nacional de Desestatização depois de um decreto publicado por Bolsonaro na semana passada. Segundo o documento, a empresa que assumir a estatal deve garantir a entrega de correspondências e objetos postais, bem como prestar serviços de atendimento, tratamento, transportes e distribuição.

O modelo planejado para privatização dos Correios ainda não foi definido. Segundo o G1, a área econômica do governo prevê que o processo, que pode envolver venda direta, venda do controle majoritário ou abertura na bolsa de valores, deverá ter definição até agosto. A mudança precisa da aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU).

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@bkdwt

Sabe o que é engraçado? Depois que começaram a apertar o cerco, misteriosamente os correios começaram a trabalhar tão bem (pelo menos pra mim) que estão entregando até PAC em 3 dias úteis da Paraíba à São Paulo.

Josué Junior (@Josue.Jr)

Fico observando esse povo que fica dizendo que com a privatização, vamos ter concorrência, sendo que o único monopólio dos Correios é no setor de cartas e o de pacotes tem sim grande concorrência. Pelo menos comigo os Correios nunca me deixaram na mão, ao contrário de algumas transportadoras que já usei. Enfim, não sou a favor da privatização, mas pelo visto é o que vai acontecer

Sérgio (@trovalds)

Bom, não vão privatizar de verdade e sim criar uma empresa de economia mista. E o Projeto de Lei apenas dá poderes ao Executivo para conceder à iniciativa privada os serviços postais que hoje só podem ser feitos pela empresa (cartas e assemelhados). Na prática vai funcionar igual um Banco do Brasil ou uma Petrobrás: vai continuar à mercê do Executivo Federal, só que com uma parte “privada” que no final das contas não decide quase nada.

Duvido muito que os que manifestaram interesse em ter parte da companhia antes vão adiante se a Lei for aprovada nesses moldes e não como uma privatização de fato.

E Correios funcionando mais rápido só se for no Sul/Sudeste. Porque no resto do BR… moro no Centro Oeste. Encomenda sai de Cajamar/SP e quando tenho sorte aparece no rastreamento 10 dias depois. E ainda faz um passeio por 3 centros diferente aqui antes de ser entregue.

Rafael Salgado (@rafasalgado)
Mais de 3k mortos por dia; Atraso na vacinação; Mais de 52% da população sem saber se vai ter o que comer; Auxílio emergencial de R$150, inconstitucional por se tratar de redução de benefício

E a urgência é privatizar uma empresa que já não detém monopólio a não ser para a entrega de cartas para agradar o mercado. Os B3 são tão genocidas quanto o B17

@Comentador

Genocida é pouco, é o governo da morte, e há quem defenda, e fiquem jogando a culpa nos governadores e prefeitos, se não fosse a quarentena, muito mais gente teria morrido. Vá tomar sua cloroquina e fique quieto.