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TikTok ultrapassa YouTube em tempo médio gasto com vídeos

Usuários dos EUA e Reino Unido estão passando mais tempo no app do TikTok do que no YouTube, segundo estudo da App Annie

Ana Marques Por

Amplamente conhecido por ser uma “plataforma de vídeos curtos”, o TikTok vem revolucionando a forma de consumir conteúdo online. Agora, o aplicativo ultrapassou o gigante YouTube no tempo médio gasto por cada usuário — isso quer dizer, em outras palavras, que as pessoas têm ficado mais tempo presas ao feed do TikTok do que ao app do Google —, ao menos no Reino Unido e nos EUA, de acordo com um relatório da empresa especialista App Annie.

TikTok (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)
TikTok (Imagem: Solen Feyissa/Unsplash)

Apesar de ter mais usuários do que o TikTok, o YouTube perde em tempo médio individual gasto no aplicativo. De acordo com a App Annie, a plataforma chinesa está “revirando o cenário de streaming e social”, ainda que o TikTok não se posicione oficialmente como uma rede social.

Vale ressaltar: segundo a App Annie, a pesquisa contabilizou apenas apps instalados em smartphones com Android. Em compensação, não inclui a China, que tem uma versão própria do TikTok, chamada localmente de Douyin, que é extremamente popular.

Em julho, o TikTok atingiu 3 bilhões de downloads globalmente, recorde que antes era exclusivo dos produtos do Facebook. Entretanto, sua média de usuários ativos mensalmente é menor (cerca de 700 milhões em meados de 2020). Nesse sentido, o YouTube fica na frente com cerca de 2 bilhões de usuários mensais — totalizando, é claro, em um maior tempo total gasto no aplicativo.

Lives contribuem para engajamento

Como reporta a BBC News, o relatório sugere ainda que, além do maior engajamento, o TikTok e outros aplicativos com streaming ao vivo estão fazendo os usuários gastarem mais dinheiro com apoio a criadores de conteúdo.

Nos últimos meses, mais plataformas vêm implementando recursos que permitem aos fãs de um influenciador pagarem por posts exclusivos — é o caso do Twitter com o Super Follows. No TikTok e no YouTube, os usuários também podem dar incentivos em dinheiro para contribuir com seus streamers favoritos.

Para competir ainda mais com o YouTube e outras plataformas de vídeo, TikTok também aumentou recentemente o limite de duração de publicações, passando de 60 segundos a três minutos.

“Com todas as formas como nossa comunidade redefiniu a expressão em menos de 60 segundos, estamos animados para ver como as pessoas continuarão a se divertir e inspirar com alguns segundos a mais — um mundo de possibilidades criativas”, escreveu Drew Kirchoff, gerente de Produto do TikTok, na época do anúncio.

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Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Vejo de outra forma. Com a debandada de público buscando por vídeos rápidos e descontraídos, pode ser a oportunidade para o público do YouTube se consolidar em uma audiência que presa mais pela qualidade e por vídeos maiores.

Agora se o YouTube insistir em querer ser um tiktok, aí sim a coisa vai afundar de vez. Eu pelo menos não entro no YouTube pra ver vídeo de tiktok.

Mateus B. Cassiano (@mbc07)

YouTube já tá tentando copiar o TikTok com aquela porcaria de #Shorts, que eu torço pra não ir pra frente…

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Sim, e ficou um formato bem estranho. Não tem um direcionamento. Cada canal faz de um jeito, pra mim esse shorts não encaixa no modelo de vídeo longo do YouTube. Já não achava as stories do YouTube algo útil, esses shorts idem.

Ana Marques (@anamarques)

Também acho que o YouTube não deve copiar o TikTok (vide empresas que tentaram copiar Stories e a ideia não deu certo…). Por outro lado, o TikTok tá oferecendo vídeos maiores — o desafio vai ser esse. Quando eles começarem a expandir cada vez mais o limite de duração, dando espaço para criadores que antes estavam só no YouTube.

De todo modo: concorrência é sempre bem-vinda. Os usuários que ganham com isso!

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Sim. Porém antes do YouTube querer competir com tiktok, deveria focar em entregar a melhor experiência YouTube possível, tanto para os usuários (melhor qualidade na compressão dos vídeos…) quanto para os criadores, na forma de um ferramental mais robusto (como a twitch tem).

Se querem competir nesse meio de vídeos curtos e rápidos, teriam que reduzir muito o atrito de criar e descobrir esses vídeos. O tiktok vive de viralizar formatos de vídeos, filtros … coisas que o reels também falhou em entregar. Meu sentimento que fica é: tentaram copiar, mas não souberam fazer melhor. E com o YouTube não foi diferente na abordagem.

Gustavo Guerra (@GustavoGuerra)

Com essa notícia só penso no arrependimento do Twitter não ter investido mais no Vine, percursor do formato de vídeos curtos, que na minha opinião eram bem mais criativos que os do TikTok.

Ana Marques (@anamarques)

O Vine era incrível, só não encontrou a geração certa