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A marca da GVT, empresa brasileira de telecomunicações que foi comprada pela espanhola Telefónica por R$ 22 bilhões, deixará de existir para ceder lugar ao nome da Vivo. Quem afirma isso é o israelense Amos Genish, durante uma entrevista à Exame. Ele comandava a antiga GVT e assumiu a presidência da Telefônica Vivo em março.

Havia planos para manter a marca da GVT, mas eles foram prontamente descartados por Genish. “Desde que cheguei, deixei claro que não sou mais da GVT. Houve até uma discussão sobre marcas nesse novo plano — algumas pessoas queriam contratar consultorias para avaliar se valia a pena manter algo da GVT. Eu falei que não precisa, não existe mais GVT, vamos usar só Vivo”, disse o presidente.

Genish não revela quando a marca sumirá, mas afirma que o plano inicial era manter o nome da GVT por três anos. No entanto, segundo o presidente, isso poderia gerar no consumidor a falsa ideia de que existem duas empresas. A expectativa, portanto, é que a mudança ocorra no curto prazo.

O presidente informou ainda que, no comando da Telefônica Vivo, pretende acelerar os investimentos para competir com a NET. Os planos incluem a modernização da fibra ótica, especialmente em São Paulo, onde a infraestrutura é antiga e as conexões são lentas em várias regiões; melhorar o atendimento ao cliente; investir em aplicativos; e aumentar a margem de lucro de 29% para 35% (a rentabilidade da GVT já era de 40%).

O processo de fusão dos serviços da Vivo com a GVT ocorrerá nos próximos meses. Segundo Genish, os primeiros produtos com celular, telefone fixo, banda larga e TV por assinatura integrados serão lançados ainda neste ano. Em 2016, as faturas e o atendimento pelo call center serão unificados.

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Paulo Higa

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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