Opera para smartphones também protege contra sites que mineram criptomoeda

Emerson Alecrim
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No início do mês, o Opera 50 passou a ser o primeiro navegador para desktops a bloquear nativamente páginas que mineram criptomoedas sem o usuário perceber (cryptojacking). Para quem esperava o mesmo recurso nas versões móveis, boa notícia: o Opera para Android e o Opera Mini já estão bloqueando scripts de mineração.

O problema é mais comum do que se imagina. As criptomoedas têm tido tanta notoriedade que muitos espertinhos passaram a usar malwares, extensões e páginas com scripts camuflados para fazer o computador do usuário minerar moedas. Dispositivos móveis também são afetados, com um agravante: a mineração pode drenar a bateria ou causar superaquecimento do smartphone.

Opera Mini

A Opera Software — em breve, Otello Corporation — estima que, hoje, há mais de três milhões de sites com scripts de cryptojacking. Na grande maioria dos acessos, o usuário não percebe que tem algo ali consumindo mais recursos do dispositivo do que deveria.

No Opera para Android e no Opera Mini, a ativação contra cryptojacking é ativada quando o bloqueador de anúncios é habilitado nas configurações do navegador. A partir daí, o Opera passa a barrar scripts de mineração da mesma forma como bloqueia scripts de anúncios invasivos.

O Opera para Android pode ser baixado na Play Store. Já o Opera Mini está disponível a partir desta página. Para quem já usa um desses navegadores, basta esperar pela atualização, obviamente. A Opera Software também criou um site que checa se o seu navegador está protegido — e que vai recomendar o download do Opera, é claro.

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