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Xiaomi e Huawei se unem para concorrer com Google Play Store

As chinesas Xiaomi, Huawei, Oppo e Vivo querem atrair mais desenvolvedores para suas lojas de aplicativos

Victor Hugo Silva
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A Google Play Store tem a concorrência de outras lojas de aplicativos para Android, mas é dominante em todo o mundo, com exceção da China, onde é bloqueada. E, segundo a Reuters, é de lá que virá um novo rival, criado por Xiaomi, Huawei, Oppo e Vivo.

Google Play Store poderá ganhar concorrência de Xiaomi, Huawei, Oppo e Vivo

As empresas estão trabalhando no que é chamada de Global Developer Service Alliance (GDSA). Com o objetivo de enfrentar o Google, a iniciativa prevê a criação de um método para desenvolvedores levarem seus aplicativos de forma simultânea para as lojas das quatro fabricantes.

A solução simplificará a publicação de aplicativos e poderá fazer as empresas conseguirem uma parte da receita do Google com a sua loja de aplicativos. De acordo com a consultoria Sensor Tower, a plataforma faturou US$ 8,8 bilhões com apps, filmes e livros vendidos em 2019.

Para convencer os desenvolvedores a mudarem de loja, Xiaomi, Huawei, Oppo e Vivo prometem dar mais exposição aos aplicativos em suas lojas e cobrar uma comissão menor. A Google Play Store, por exemplo, fica com 30% do valor pago pelos usuários, o que chegou a afastar alguns parceiros.

Um dos casos mais conhecidos é o da Epic Games, que se recusou a levar Fortnite para a loja do Google e a Steam por conta das taxas. Em vez disso, a empresa decidiu lançar a versão do jogo para Android em seu próprio site e na loja da Samsung.

O fortalecimento das lojas de aplicativos ajudaria as quatro companhias chinesas a contornarem uma redução no ritmo das vendas de celulares. Para a Huawei, que lida com as sanções do governo dos Estados Unidos e não pode usar serviços do Google, a iniciativa é ainda mais relevante.

Em seu site, a GDSA sugere que a solução estará disponível em nove países, incluindo Índia, Indonésia, Rússia e Malásia. Ainda de acordo com a Reuters, ela estava prevista para ser lançada em março, mas o surto de coronavírus na China deverá afetar esse prazo.

Com informações: The Verge.

Victor Hugo Silva

Victor Hugo Silva é formado em jornalismo, mas começou sua carreira em tecnologia como desenvolvedor front-end, fazendo programação de sites institucionais. Neste escopo, adquiriu conhecimento em HTML, CSS, PHP e MySQL. Como repórter, tem passagem pelo iG e pelo G1, o portal de notícias da Globo. No Tecnoblog, foi redator, escrevendo sobre eletrônicos, redes sociais e negócios, entre 2018 e 2021.

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