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Apple ainda sofre com lockdown na China e iPhone 14 pode atrasar

Pandemia na China fecha fábricas e afeta desenvolvimento e produção de novos aparelhos da Apple; iPhone 14 pode ser lançado com atraso

Bruno Ignacio
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Os lockdowns e restrições na China devido ao novo surto de covid-19 devem atrasar a produção de ao menos um dos novos smartphones da Apple. Segundo informações obtidas pelo Nikkei Asia, a companhia disse aos fornecedores para acelerarem o passo no desenvolvimento de novos produtos para compensar o tempo perdido. Ao que tudo indica, o lançamento do iPhone 14 pode sofrer atrasos.

iPhone 13 Pro Max (Imagem: Ehimetalor Akhere Unuabona/Unsplash)
iPhone 13 Pro Max (Imagem: Ehimetalor Akhere Unuabona/Unsplash)

Múltiplas fontes familiarizadas com o assunto contaram ao veículo que o cronograma de fabricação e os primeiros lotes de produção de novos iPhones devem ser afetados pela pandemia. Lockdowns e outras rigorosas restrições começaram a ser implementadas em Xangai e outras regiões da China no final de março. Assim, grande parte das atividades dos principais fornecedores da Apple foi paralisada.

Segundo as fontes ouvidas pelo Nikkei Asia, a Apple avisou seus parceiros na região para acelerarem o ritmo de desenvolvimento e produção de novos aparelhos. Ainda que as restrições na China tenham começado a afrouxar, os impactos nas fábricas ainda são grandes.

“É um desafio compensar o tempo perdido… A Apple e seus fornecedores estão trabalhando dia e noite para acelerar o desenvolvimento”, disse um executivo de um dos fornecedores chineses da Apple ao Nikkei. Ele também acrescentou que o ritmo de reabertura em Xangai, por exemplo, está “bastante lento”.

A Apple já havia alertados que a situação pandêmica na China interromperia a produção de novos modelos de smartphones. A empresa também estimou que o problema poderia afetar sua receita trimestral em até US$ 8 bilhões. Em abril, a previsão era que até 10 milhões de iPhones poderiam deixar de ser produzidos devido ao lockdown no país.

iPhone 14 pode atrasar

Entre os modelos ainda não lançados, os iPhones 14, 14 Pro, 14 Max e 14 Pro Max que a Apple planejava anunciar ainda neste ano podem sofrer atrasos. As fontes não especificaram qual produção foi mais afetada, mas espera-se que ao menos um dos lançamentos venha mais tarde do que o esperado.

As principais montadoras de iPhones são as chinesas Foxconn e Pegatron. Essas empresas são responsáveis ​​por um processo conhecido como introdução de novos produtos, ou NPI. Durante essa etapa, a Apple e seus fornecedores esboçam o processo de fabricação para transformar seus projetos mais recentes em dispositivos reais para serem fabricados em massa.

Geralmente, o NPI é seguido por uma série de outros procedimentos de verificação realizados em um cronograma apertado para atender ao tempo desejado da Apple. Esses processos são, normalmente, finalizados entre agosto e setembro. No entanto, diante do cenário pandêmico na China, os prazos muito provavelmente não serão cumpridos.

Com dificuldade, Apple ainda pode compensar atrasos

Logotipo da Apple
Apple (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

As fábricas de montagem de iPhones da Pegatron em Xangai e Kunshan, instalações que concentram a maior parte das atividades relacionadas à Apple, tiveram que fechar as portas por semanas devido aos bloqueios. As operações só começaram a ser retomadas em 16 de maio.

Segundo as fontes, as repentinas medidas rigorosas de contenção ao vírus pegaram a Apple de surpresa. Atualmente, os quatro novos celulares da empresa estão no teste de verificação de engenharia, ou EVT, uma das etapas da fase de desenvolvimento. É nesse processo que são quantificadas as peças necessárias, o tempo de fabricação e o custo de produção dos aparelhos.

Uma das pessoas ouvidas pelo Nikkei disse que, se o processo de desenvolvimento puder ser acelerado e avançar para o próximo nível no final de junho ou início de julho, “ainda será possível cumprir o prazo de produção em massa do início de setembro“. No entanto, ainda há muitas variáveis e será difícil para a Apple seguir com seu cronograma original.

Com informações: Nikkei Asia

Bruno Ignacio

Bruno Ignacio é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Cobre tecnologia desde 2018 e se especializou na cobertura de criptomoedas e blockchain, após fazer um curso no MIT sobre o assunto. Passou pelo jornal japonês The Asahi Shimbun, onde cobriu política, economia e grandes eventos na América Latina. Já escreveu para o Portal do Bitcoin e nas horas vagas está maratonando Star Wars ou jogando Genshin Impact.

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