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TikTok admite que funcionários na China podem acessar dados dos EUA

Em carta enviada a senadores republicanos, TikTok diz que acesso a informações está sujeito a rigoroso processo de autorização

Giovanni Santa Rosa
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O TikTok é alvo de muitas suspeitas por parte dos EUA, que temem que o app seja usado pela China para espionar seus cidadãos. Uma nova notícia promete elevar a tensão: em carta enviada a senadores republicanos, a rede social confirmou que funcionários que trabalham na sede de sua dona, a ByteDance, podem acessar os dados de usuários americanos.

Logotipo do TikTok
TikTok (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Shou Zi Chew, CEO da rede, escreveu que funcionários de fora dos EUA, incluindo os que estão na China, estão sujeitos a uma “série de controles de cibersegurança e protocolos de aprovação de autorização supervisionados por nossa equipe de segurança que fica nos EUA”.

O executivo diz ainda que o TikTok conta com um sistema de classificação de dados internos com diferentes níveis de acesso, de acordo com a sensibilidade dos dados.

A carta foi obtida pelo jornal The New York Times e havia sido enviada a nove senadores republicanos, que questionaram o TikTok sobre esse assunto.

Republicanos querem investigar TikTok

As suspeitas sobre o TikTok voltaram ao noticiário após o BuzzFeed revelar, em junho de 2022, que engenheiros da ByteDance que trabalham na China tinham acesso aos dados de americanos até pelo menos janeiro de 2022.

Depois da carta, enviada na última quinta-feira (30), a senadora Marsha Blackburn declarou que a rede precisa ser interrogada no Congresso dos EUA. Ela diz que a resposta confirma os temores de que o Partido Comunista da China tem influência na empresa.

Também em junho, Brendan Carr, comissário republicano do FCC, órgão dos EUA equivalente à Anatel, pediu que Apple e Google removam o TikTok de suas lojas de apps. A instituição, porém, não tem autoridade para esse tipo de solicitação.

Depois isso, o TikTok anunciou que pretende transferir todos os dados de usuários americanos para servidores da Oracle. Atualmente, eles estão armazenados na infraestrutura própria da empresa, instalada nos EUA e em Singapura.

Com informações: Business Insider, The Verge.

Giovanni Santa Rosa

Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.

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