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Surgem detalhes do plano da Netflix com anúncios, incluindo faixa de preço

Netflix pode cobrar até menos da metade da assinatura mais barata nos EUA; empresa perdeu usuários nos últimos seis meses

Giovanni Santa Rosa
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Grande aposta da Netflix para voltar a crescer, o plano mais barato com propagandas pode custar menos da metade da oferta mais acessível atualmente. A assinatura mensal deve ficar entre US$ 7 e US$ 9. A empresa espera atrair consumidores que não querem gastar tanto e topam ver anúncios para pagar um valor menor.

Netflix
Netflix (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

As informações são de uma reportagem da Bloomberg e se referem aos valores dos EUA. Por lá, o plano mais barato custa US$ 15,49. Isso significa que o preço da assinatura com propaganda pode ficar até mesmo abaixo da metade, ou um pouco acima.

Os planos da Netflix têm preços independentes em cada país. No Brasil, por exemplo, o plano mais barato custa R$ 25,90, menos de US$ 6. Por isso, converter os valores de dólar para real não traz muitas informações para o mercado local.

Netflix não quer encher streaming de propaganda

A Bloomberg também apurou que a Netflix pretende colocar quatro minutos de propaganda por hora neste pacote. Os anúncios vão passar antes e durante os programas, não depois.

A empresa parece preocupada em não sobrecarregar os consumidores com propaganda. Aos anunciantes, a companhia diz preferir acordos pequenos primeiro, para não prometer demais e ter que incomodar os usuários depois para entregar o que vendeu.

Plano com anúncios deve chegar até o começo 2023

Outras informações obtidas pela Bloomberg apontam que a Netflix quer lançar seu plano mais barato em pelo menos seis mercados no último trimestre de 2022. Só no começo de 2023 o pacote estará disponível para todo mundo.

Segundo a consultoria Ampere Analytics, o novo plano pode gerar até US$ 8,5 bilhões para a Netflix até 2027. Este valor inclui tanto as assinaturas quanto as vendas de propaganda.

A empresa registrou duas quedas seguidas no número de assinantes, após dez anos de crescimento. A última delas foi de 1 milhão de pessoas. Mesmo assim, o número foi celebrado, já que a expectativa era de um tombo de 2 milhões. A crise já causou pelo menos duas rodadas de demissões em massa.

Entre os motivos apontados pela Netflix, estão a concorrência maior no setor de streaming, a inflação e o compartilhamento de contas. Para combater este último fator, a empresa vem testando a cobrança de taxas de quem divide login e senha. Na América Latina, o valor chega a R$ 16.

Com informações: Bloomberg, TechCrunch.

Giovanni Santa Rosa

Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.

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