Elon Musk anuncia novo Twitter Blue: menos anúncios e preços ajustáveis

Novo dono do Twitter promete que serviço de assinatura da rede social terá preço ajustável, baseando-se no poder de compra de cada país

Felipe Freitas
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O Twitter Blue, serviço de assinatura do Twitter, teve as suas primeiras novidades divulgadas por Elon Musk, novo dono e CEO da rede social. O serviço ganhará, em um futuro próximo, mais três novidades para atrair assinantes: menos propagandas, prioridade de alcance e capacidade de publicar vídeos e áudios mais longos.

Elon Musk (Imagem: Dan Taylor/Heisenberg Media)
Elon Musk (Imagem: Dan Taylor/Heisenberg Media)

O Twitter Blue será (claramente) um dos primeiros produtos reformulados por Musk. As alterações precisam acontecer rapidamente, visto que o bilionário quer tornar a plataforma mais rentável do que é hoje. No momento, somente quatro países (Austrália, Canadá, Estados Unidos e Nova Zelândia) têm acesso ao Twitter Blue.

Novo Twitter Blue conta com um tipo de verificação

Musk não informou quando o novo Twitter Blue (ou talvez novo plano de assinatura) será lançado, mas já revelou que os assinantes ganharão alguma forma de verificação. “O atual sistema do Twitter de lordes e plebeus para quem tem ou não o selo azul é besteira! Poder ao povo, Twitter Blue por US$ 8 mensais”, disse o chefão da rede social.

Ontem, segunda-feira, uma fonte do Plataform revelou que Elon Musk planejava cobrar US$ 20 para o selo de verificação na rede social — atrelado a uma assinatura do Twitter Blue. O bilionário já revelou o novo preço, mas resta saber como será a nova verificação de contas. 

Fazendo um palpite bem arriscado, o novo processo de verificação de contas pode ser algo mais próximo de uma autenticação de contas. Afinal, Musk sonha (grande) em acabar com os bots no Twitter. Assim, o selo não se tornaria um “status”, mas apenas algo do tipo “prove que não é bot e ganhe um ‘verificado” — porém, cobrando por isso. Bem “poder ao povo”.

Elon Musk revela novidades do Twitter Blue (Imagem: Reprodução/The Verge)
Elon Musk revela novidades do Twitter Blue (Imagem: Reprodução/The Verge)

O bilionário não revelou quando as atualizações estarão disponíveis. Contudo, Musk divulgou que os preços serão ajustados para cada país com base no poder de compra — até porque R$ 40 reais é muito para uma assinatura no Twitter.

Musk também twittou que os usuários do Twitter Blue terão prioridades em respostas, e buscas. Segundo o CEO do Twitter, a medida é fundamental para combater golpes e spams na plataforma. As ferramentas atuais da assinatura continuarão no serviço, exceto uma.

Twitter Blue volta a exibir anúncios — por enquanto

Antes de divulgar sobre o novo Twitter Blue, a plataforma enviou um comunicado aos veículos parceiros do serviço de assinatura. No comunicado, a rede social informa que encerrou, no dia 31 de outubro, a ferramenta de conteúdos sem anúncios (Ad-Free) no Twitter Blue.

“Essa decisão difícil nos permitirá focar nossos recursos em adicionar mais valor para nossos membros”, explica a plataforma no texto. O comunicado também informa que, como a ferramenta Ad-Free foi removida (por enquanto), o programa de veículos parceiros foi encerrado. Contudo, isto não é o fim da proposta de artigos sem anúncios.

Logotipo do Twitter
Twitter (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Na mesma série de publicações sobre Twitter Blue, Elon Musk divulgou que a nova assinatura entregará a ferramenta de artigos Ad-Free —  o que faz bastante sentido para quem quer lucrar com plataformas freemium —, além de um novo programa de parceria com sites de notícias.

A primeira informação divulgada sobre o Twitter Blue nesta terça-feira (1) foi o comunicado de imprensa. Ao ler sobre o caso, o fim de uma ferramenta Ad-Free, a primeira coisa que passa na cabeça de qualquer um é: por que pagar para continuar com anúncios?

Usando o Spotify e Deezer como exemplo, você paga o serviço apenas para baixar música ou também para não ser interrompido pelos anúncios? O YouTube Premium seria atrativo se mantivesse os anúncios? Ads/anúncios são chatos e os usuários estão dispostos a pagar para não ver anúncio ao consumirem conteúdos online. 

Com informações: The Verge 1, The Verge 2 e 9to5Mac

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