DeepMind anuncia atualização no AlphaFold para modelar DNA

Atualização para o AlphaFold pode ajudar no desenvolvimento de remédios mais eficazes. IA utiliza mesma tecnologia de IAs geradoras de imagens

Felipe Freitas
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Inteligência artificial
AlphaFold, tecnologia da DeepMind que utiliza IA para criar estruturas de proteínas, agora pode modelar DNAs (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A DeepMind, empresa de inteligência artificial do Google, divulgou nesta semana que seu software AlphaFold agora é capaz de modelar DNA. A atualização do AlphaFold também permitirá simular a interação entre anticorpos e moléculas de organismos causadores de doenças. O artigo científico sobre esse avanço tecnológico foi publicado na renomada revista científica Nature.

O AlphaFold é uma inteligência artificial desenvolvida pela DeepMind para prever e criar estruturas 3D de proteínas. Passando rapidamente por cima das aulas de biologias, proteínas são moléculas formadas por cadeias de aminoácidos. Elas exercem diferentes funções no nosso organismo.

Uma dessas funções é ser usada em vacinas para preparar nosso sistema imunológico. Por isso, esse papel de modelar um DNA pode ser muito importante para o desenvolvimento de medicamentos.

Na teoria, como explica o líder do projeto John Jumper, o AlphaFold pode gerar resultados mais precisos de como uma proteína interage com o DNA. Isso pode mostrar como um remédio irá se ligar com um medicamento, a força dessa ligação e o que mais pode entrar nesse processo.

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Atualização do AlphaFold será importante para desenvolver medicamentos mais precisos (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

AlphaFold usa técnica do Dall-E e Midjourney

Essa nova capacidade do AlphaFold utiliza um algoritmo usado por IA geradoras de imagem, o modelo de difusão. Com essa técnica, a inteligência artificial aprimora as estruturas proteicas geradas pelo software. E, obviamente, sendo uma IA, ela segue sendo suscetível a erros.

Para solucionar esse defeito, os resultados do AlphaFold utilizam uma escala de cores para ranquear a precisão das áreas da estrutura de uma proteína. Quanto mais azul, mais confiável é a estrutura. Já a cor vermelha é usada para indicar as áreas com menos certeza.

No artigo científico, os autores explicam que uma das dificuldades do momento é que a IA precisa executar várias previsões para chegar em um resultado mais certeiro. Além da questão de tempo, isso é um elevado gasto energético para os servidores.

A nova versão do AlphaFold será disponibilizada gratuitamente para pesquisadores. Contudo, a DeepMind não abrirá o código do programa — ao contrário do que fez outras vezes.

Com informações: Wired

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